Democratas querem avançar com a reforma migratória

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Segundo a capa do jornal “New York Times”, o projeto de reforma será introduzido no inicio do próximo ano, quando começa a funcionar o novo Congresso, onde os democratas serão maioria, tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.

A oposição democrata, junto com aliados da situação republicana, quer aproveitar a maioria obtida tanto no Senado quanto na Câmara, no último dia 7 de novembro, para avançar com a reforma migratória que abre as portas para a legalização de milhões de imigrantes ilegais e para a construção de um muro na fronteira com o México.

Segundo a capa do jornal “New York Times”, o projeto de reforma será introduzido no inicio do próximo ano, quando começa a funcionar o novo Congresso, onde os democratas serão maioria, tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.

Os principais incentivadores do novo projeto são os senadores Edward Kennedy, democrata por Massachusetts, e John McCain, republicano pelo Arizona. Segundo o “New York Times”, os senadores “também consideram negar financiamento para a construção do muro” de aproximadamente mil quilômetros na fronteira com o México.

A reforma migratória vem sendo um dos temas centrais da agenda política norte-americana há meses. No final do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto duro de lei que, além da construção do muro, prevê a criminalização dos imigrantes ilegais, o que poderia desatar uma onda de deportações.

Já o Senado aprovou este ano outro texto, no qual se incluem –além de novas normas de segurança na fronteira– medidas que irão permitir a legalização de grande parte dos cerca de doze milhões de ilegais que vivem no país.

Os textos deviam ser homologados tanto pelo Senado quanto pela Câmara, mas posições contraditórias impediram um acordo entre democratas e republicanos da ala dura do partido.

O novo cenário parlamentar surgido nas eleições de novembro, disse o jornal, irá permitir que os democratas avancem com o projeto de reforma mais favorável aos ilegais.