Diretora da Unesco condena assassinatos de jornalistas

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Por: Joel Stewart

Esta semana a diretora geral da Unesco condenou os assassinatos de dois jornalistas no Brasil. “Estas mortes são um ataque intolerável à profissão e ao direito humano fundamental à liberdade da palavra”. O jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues foi baleado na noite de 12 de fevereiro em Ponta Porã, perto da fronteira com o Paraguai, e quatro dias antes, Mario Randolfo Marques Lopes foi seqüestrado e assassinado em Barra do Piraí (RJ).

Não só no Brasil isso tem acontecido. Segundo a Unesco, houve assassinatos de jornalistas em muitos países. Fiquei curioso com a grande lista de assassinatos, e dei uma olhada em alguns para ter uma melhor ideia.

A lista inclui jornalistas americanos assassinados fora dos EUA: Steven Vincent, assassinado em 2 de agosto de 2005 no Iraque, e Paul Klebnikov, da revista Forbes, assassinado no dia 9 de julho de 2004 na Rússia. Mês passado, morreram na Síria Marie Colvin, 55 anos, americana que trabalhava para o jornal britânico Sunday Times e o fotógrafo francês, Remi Ochlik, 28 anos.

Resolvi comparar a situação no Brasil com a situação na Rússia.

Jornalistas russos assassinados

– Gadzhimurad Kamalov, ativista de Direitos Humanos, morto em 2011, no Daguestão.
– Yakhya Magomedov, editor da revista As-Salam, morto em 2011, no Daguestão.
– Magomedvagif Sultanmagomedov, editor-chefe do canal de televisão Makhachkala-TV, morto em 2010.
– Sayid Ibragimov, do canal de TV TBS, morto em 2010, no Daguestão.
– Malik Akhmedilov, subeditor do jornal do Khakikat, morto em 2009.
– Shafiq Amrakhov, proprietário e editor da agência online de notícias regionais RIA 51, morto em 2009.
– Anastasia Baburova , jornalista para Novaya Gazeta, morta em 2009.
– Abdullah Alishaev, repórter da televisão local TV-Chirkei, morto em 2008.
– Magomet Yevloev, ex-editor do www.ingushetiya.ru”, morto em 2008.
– Gadzhi Abashilov, chefe da TV do estado do Daguestão e da Radio Broadcasting Company, morto em 2008.
– Ilyas Shurpayev, repórter do Canal 1, morto em 2008.
– Gadzhi Abashilov, da State Broadcasting Company, morto em 2008.
– Dmitry Chebotayev, fotógrafo, Newsweek, morto em 2007 no Iraque.
– Anna Politkovskaya, jornalista para “Novaya Gazeta”, morta em 2006.
– Yevgeny Gerasimenko, correspondente do Saratovsky Rasklad, morto em 2006.
– Ilya Zimin, repórter para televisão NT, morto 2006.
– Magomedzarid Varisov, do jornal Novoye Delo, morto em 2005.
– Alexei Sidorov, do Togliattinskoe Obozrenie, morto em 2003.

E no Brasil, infelizmente, a lista não é curta:

– Valderlei Canuto Leandro, da Rádio Fronteira, morto em 2011.
– Auro Ida, ex-secretário de imprensa do governo de Cuiabá, morto em 2011.
– Valério Nascimento, dono do jornal Panorama Geral, morto em 2011.
– Luciano Pedrosa, TV Vitória e Rádio Metropolitana, morto em 2011.
– Francisco Gomes de Medeiros, chefe da divisão de notícias da Radio Caicó FM, morto em 2010.
– José Givonaldo Vieira, proprietário do jornal local Folha do Agreste, morto em 2009.
– Luiz Carlos Barbon Filho, jornalista da Rádio Porto FM, Jornal do Porto, JC Regional, morto em 2007.
– Ajuricaba Monassa de Paula, jornalista autônomo, morto em 2006.
– José Cândido Amorim Pinto, host do rádio show da Rádio Comunitária Alternativa FM, morto em 2005.
– Domingos Savio Brandão Lima Junior, Folha do Estado, morto em 2002.

É extremamente lamentável quando jornalistas são assassinados, pois os jornalistas mantêm a integridade e a honestidade no sistema político de qualquer país. Sem jornalismo, os líderes poderiam controlar a opinião do povo através de mentiras na imprensa oficial.