Disney na Califórnia dá origem a megasurto de sarampo nos Estados Unidos

0
631

Um novo surto de sarampo está afetando os EUA e a origem, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), é a Disneylândia. Do dia 1º até o dia 28 de janeiro, os CDC registraram 84 casos de sarampo (em 14 Estados), e, segundo informações extraoficiais, esse número já pode ter passado de 100 antes do fim do mês. Mais da metade dos casos está ligada ao parque de diversões da Disney na Califórnia. A Flórida, até o momento, não registrou casos relacionados ao surto.

Autoridades do Arizona, Estado vizinho à Califórnia, onde está localizado o parque, estimam que mais de mil pessoas possam ter sido expostas ao vírus.

“Os grandes surtos que temos visto ao redor do mundo geralmente começaram com um pequeno número de casos”, diz Anne Schuchat, diretora da agência nacional americana de imunização.

Agentes de saúde na região de Phoenix, capital do Arizona, estão pedindo para os residentes que não tenham se vacinado e que possam ter sido expostos para que fiquem em casa. Recomenda-se que essas pessoas não vão à escola ou trabalho por 21 dias. Há escolas que consideram barrar crianças não vacinadas.

O médico pediatra Charles Goodman começou a recusar a atender pacientes que não tenham recebido a vacina MMR (tríplice viral contra sarampo, caxumba e rubéola). Ele colocou tanto um aviso tanto na porta de seu consultório quanto em sua página do Facebook dizendo: “Apesar de respeitar a livre escolha de cada pessoa, eu tenho uma responsabilidade ainda maior com todos os pacientes de quem eu cuido.” “Por causa disso, não aceitaremos novos pacientes que tenham decidido não imunizar seus filhos.” Goodman representa um grupo de médicos que decidiram rejeitar pacientes que renegam vacinas desde que um trabalho científico – já mostrado fraudulento – associou vacina com o aparecimento de autismo.

Ressurgimento
A recente epidemia acontece 15 anos após o sarampo ter sido considerado erradicado (ausência de transmissão contínua da doença por mais de 12 meses) nos EUA.

O sucesso obtido à época é atribuído principalmente às campanhas de vacinação, mas, desde então, também cresceram no país os movimentos antivacina. Em lugares como no Novo México, a quantidade de crianças não vacinadas cresceu 17% entre 2012 e 2014. O local é uma provável “nova parada” da epidemia.

Profissionais de saúde de todo o país têm feito apelos para que as pessoas vacinem seus filhos. Existem sinais de que a tendência de fugir das doses está sendo revertida em alguns lugares. Três clínicas de Maricopa, no Arizona, viram a vacinação crescer em 50% ao longo do último ano.