Doença de Dilma é a pauta principal no Planalto

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Lula não pensa em substituição de candidata

Por mais que queira tratar o assunto com naturalidade, o Palácio do Planalto debate com certa insistência o caso da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. Ela, que é a virtual candidata da situação às eleições presidenciais de 2010, foi diagnosticada com um câncer linfático e vai passar por tratamento de quimioterapia nos próximos quatro meses, justamente no momento em que o governo planejava intensificar as inaugurações e viagens pelo Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, rechaçou a hipótese de que a ministravai sair fortalecida politicamente do problema, contrariando o que disse seu auxiliar para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. “Não posso acreditar que alguém saia fortalecido porque diz que teve um câncer. A Dilma já está bem. O pior já passou e agora os procedimentos são para a manutenção do seu quadro estável”, afirmou o presidente. Por outro lado, Lula já disse várias vezes que não pensa em um nome para substituir Dilma na corrida, pois ela disputará a presidência no ano que vem. “Uma mudança está descartada”, pontuou. Não é essa a opinião de caciques do partido, que temem que o tratamento desgaste muito a candidata.

A verdade é que, no meio de tudo isso, o PT já articula nomes de um eventual candidato a vice. Essa decisão, porém, depende muito mais dos partidos aliados do que do próprio governo, já que a chamada “chapa puro-sangue” (os dois candidatos de um mesmo partido) está fora de cogitação.