Drama de brasileira que tenta ver o filho nos EUA está perto do fim

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Rachel Christie conseguiu o visto para visitar o filho portador de deficiência que vive numa instituição em Connecticut

Ana Paula Franco

Rachel Cristie e seu filho, ainda criança, na época em que viviam juntos
Rachel Cristie e seu filho, ainda criança, na época em que viviam juntos

O drama da brasileira Rachel Christie, que tentava há mais de dez anos rever o filho portador de deficiência que vive em Connecticut, está perto do fim. Depois de diversas tentativas frustradas de obter o visto no Consulado Americano no Brasil, ela conseguiu, na última semana, o visto B1/B2 e poderá viajar para a América. Ela contou com a ajuda da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República que, segundo ela, intercedeu junto ao Consulado e conseguiu marcar uma entrevista num caso considerado de emergência. Há pouco mais de um ano, o AcheiUSA contou a história de Rachel, de 51 anos, e sua luta para rever o filho portador de hidrocefalia doença que causa atraso mental e inspira diversos cuidados.

“Tudo aconteceu no tempo de Deus que nem sempre é o nosso tempo. Agora, aliviada e com o visto nas mãos, vou poder abraçar meu filho depois de mais de dez anos. Quero pegar, beijar, dormir agarradinha com ele. Passei todo esse tempo sonhando com esse dia”, disse.

Rachel veio para a América em 1988 como turista, casada com um brasileiro da mesma cidade e teve seu filho Joseph Lucas em 1989. Quando estava grávida de cinco meses, os médicos avisaram Rachel que seu filho teria múltiplas deficiências e a aconselharam a fazer um aborto. Ela não aceitou tirar a criança e deu à luz Joseph que nasceu com hidrocefalia – crescimento exagerado do crânio que causa problemas de aprendizagem, raciocínio lógico entre outras dificuldades–. “Os médicos falaram que ele seria cego, não andaria e que não sobreviveria. Ele passou por diversas cirurgias e dificuldades, mas hoje é um jovem saudável com suas limitações”.

Rachel Christ vive em sua terra natal, São João da Boa Vista (SP) e já havia tentado, sem sucesso, o visto para retornar aos Estados Unidos por seis vezes. O drama de Rachel começou em 2004 quando ainda estava em processo para pegar o greencard e precisou ir ao Brasil. Ela deixou o filho, que na época tinha 15 anos, com o pai. “Meu processo estava em andamento e viajei sem a carta com autorização da imigração, confiei no advogado que falou que mandaria a carta para mim. Quando tentei voltar, fui barrada no aeroporto e mandada de volta para o Brasil, desde então, não consegui mais voltar”, conta.

Joseph vive hoje numa instituição mantida pelo governo americano em Cheshire, Connecticut e tem toda assistência necessária, mas não tem ninguém por perto. “Tenho um irmão que mora em New Jersey e o visita às vezes, o pai não o visita mais”, disse. Segundo Rachel, na época que ela foi pro Brasil em 2004, o ex-marido entrou na Justiça Brasileira alegando que Rachel abandonou o filho nos Estados Unidos e pegou a guarda do menino, o que dificultou ainda mais sua situação imigratória. A punição para a deportação foi de cinco anos e só agora ela conseguiu o visto e poderá ver o filho.

Ajuda para custear a viagem
Rachel está pedindo ajuda para custear sua viagem para visitar o filho. “Qualquer tipo de ajuda é bem-vinda, não tenho dinheiro para viajar e eu quero que isso aconteça o mais rápido possível”, disse.
Quem quiser ajudar pode depositar qualquer quantia na conta bancária

RAQUEL NOGUEIRA DE OLIVEIRA CHRIST 
BANCO DO BRASIL 
CONTA 16.422-4 
AGENCIA 0065-5 

Ou entrar em contato com ela pelo email rachelchrist8@hotmail.com