Empresário surdo representa o Brasil e disputa de prêmio nos EUA

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O estudante de engenharia mecânica Thierry Cintra Marcondes, 25, fundador da Lux Sensor, teve que vencer mais do que os desafios comuns de quem está começando o próprio negócio. Ele é surdo e tem apenas 25% da audição e precisa ler os lábios das pessoas com quem fala. “Se a pessoa olhar para o lado, eu não vou entender”, explica. 

A empresa dele, uma start-up (empresa iniciante de tecnologia) que tem pouco mais de um ano, foi a única representante brasileira em um desafio internacional de tecnologia promovido pela gigante Intel no início de outubro em Berkeley (EUA). No mundo inteiro, foram 18 mil inscrições; na América Latina, mais de 1.000, e, no Brasil, 98. 

O projeto é um sensor que verifica se a gasolina é adulterada.

Mesmo não levando o primeiro lugar no concurso da Intel, o empreendedorismo e o trabalho de Marcondes foi reconhecido. “Ele atingiu muito, apesar da dificuldade para ouvir. Não é nem um pouco tímido, é articulado, fala inglês e espanhol fluentemente. Eu o acho incrível”, disse Fernando Martínez, responsável pelo braço latino-americano do concurso que disse ainda que a empresa do brasileiro tem potencial.