Entrevista: Twigg, uma cantora eclética

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Seu estilo musical segue a linha pop/contemporânea com toques de jazz e blues

Por Tonia Elizabeth
tonia.elizabeth@hotmail.com

Twigg desponta no cenário dos novos talentos brasileiros com um trabalho original, como compositora e intérprete. Começou a carreira aos 19 anos, cantando pelo Rio de Janeiro, onde mora. Ela revela que seu estilo musical tem influências do jazz, do blues e do R&B, com uma roupagem pop uma mistura eclética. Influências? Jamie Cullum, Alicia Keys e John Mayer.

Tudo começou com uma oportunidade numa casa noturna na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A mãe era produtora artística e conseguiu uma chance para a jovem Twigg que, mesmo sem experiência, aceitou o desafio. De lá para cá, a cantora não parou mais de brindar o público com seus dotes musicais.

O mais incrível em seu talento natural é que ela compõe, mesmo não tendo formação musical acadêmica e sem tocar qualquer instrumento: Faço a letra e a música também. Cantarolo e, depois, alguém põe a harmonia. Mas tenho um parceiro em várias canções, Cassiano Andrade.

O CD da cantora já está pronto e deve sair até o fim do ano. O trabalho traz dez músicas, nove dais quais originais. Três são composições dela com parceiros, como Cassiano Andrade e Alexandre Lemos. Há também a regravação da Não Deixe Terminar, um sucesso dos Funks. É isso mesmo. Os Funks, que evoluíram e se tornaram um dos mais bem sucedidos e sólidos grupos brasileiros: o Roupa Nova é sucesso há mais de trinta anos.

O que muita gente não sabe é que Twigg é filha de Paulinho, vocalista do grupo Roupa Nova. Mas Paulo César parece não ter influenciado em nada a filha: Cheguei a abrir um show do Roupa Nova no Rio, mas nunca cantei com eles, revela a cantora.

Twigg acredita não ter recebido muita influência do pai e diz que Paulinho não dá opinião em nada com relação ao seu trabalho. Ela nem gosta de falar que é filha do cantor: Ele foi a alguns shows e senti que ficou emocionado, mas nunca deu palpite no meu trabalho, nunca deu conselho, nunca me incentivou nem desencorajou. Eu nunca pedi opinião e sempre fiz o meu trabalho do meu jeito e sei que ele admira meu trabalho.

E enfatiza: Eu nunca menciono isso a ninguém. Você sabe, algumas pessoas sabem, tudo bem, mas não menciono que sou filha dele. Acho que não é importante. O importante é o meu trabalho. O meu trabalho tem que vir primeiro. De quem sou filha, é apenas um detalhe.

Twigg conta que a música sempre fez parte da sua vida. Antes de se firmar profissionalmente e poder viver da música, Twigg trabalhou em outras profissões.

Sou formada em Turismo e Hotelaria e trabalhei em hotéis da rede Accor por seis anos, mas chegou um momento em que tive de optar e a música falou mais alto, reconheceu.

Meus fãs me fazem muito bem

O objetivo dessa mulher batalhadora é fazer um trabalho profissional e conseguir atingir tanto as pessoas que já curtem o meu estilo musical, quanto aquelas que não o conhecem.

Twigg é simpática, dona de uma beleza exótica de lábios carnudos e olhar penetrante. Mas o diferencial é a atenção que dá a seus fãs.

Concluo que minha relação com meus fãs é maravilhosa. Tenho muito mais preocupação com eles do que com qualquer outra coisa. Tem gente que se preocupa mais com contatos de mídia, rádio, pessoal do meio, eu me preocupo muito mais com meus fãs. Não adianta você ter contatos, se não tiver quem te acompanhe e dê continuidade ao teu trabalho. Eles me fazem muito bem.

Twigg agora vai ter de diminuir o número dos shows para dedicar-se à produção musical do Espaço Vivant, no Rio. Apesar das muitas atividades e projetos em andamento, como o CD, Twigg diz estar sempre aberta a novas propostas, e os Estados Unidos não estão fora dos seus planos.

Essa carreira é muito mais difícil para as mulheres do que para os homens. Vejo que no mercado quem compra CD e ingresso para show é mulher. O homem vai porque a mulher vai, a namorada vai, ou porque o show vai estar cheio de mulheres. A massa que consome shows, CDs, é formada por mulheres. Por causa disso, acho que qualquer homem que seja razoavelmente bom e bonito se faz no mercado, pois o público feminino é que dá o apoio.

O conselho de Twigg para quem queira seguir essa difícil carreira: Ter muita força de vontade, perseverança, não ter medo de correr atrás, encher o saco das pessoas, ter orgulho, não é fácil! Está cada vez mais difícil de se conseguir um espaço. O negócio é fazer um bom trabalho, honesto, com respeito, dá para chegar lá e conseguir o seu lugar. Estou muito feliz com o que consegui.

Quem quiser saber mais sobre a cantora, é só acessar o site www.twigg.net.br.