EUA ainda carecem de sistema eficaz na fronteira

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Matéria no New York Times ressalta que não há controle de estrangeiros com vistos vencidos que deixam o país

Após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, uma das providências principais envolvendo a segurança dos Estados Unidos foi quanto à entrada e saída de estrangeiros. Mas, a julgar por uma matéria publicada no jornal ‘The New York Times’ mostra que o país ainda não têm um bom sistema para determinar se os milhões de visitantes estrangeiros deixam o país depois de expirados os vistos. O assunto veio à tona porque um turista jordaniano de 19 anos ficou além do período previsto pelo seu visto B-2 e foi acusado de planejar a explosão de um prédio em Dallas (Texas).

Segundo a reportagem, que se baseou em estatísticas do próprio serviço de imigração, quase três milhões de visitantes estrangeiros com vistos temporários chegaram ao país no ano passado e não saíram. No âmbito total, 40% dos estimados 11 milhões de indocumentados que vivem aqui entraram em território americano com vistos legais, mas permaneceram após o prazo.

Para acabar com problemas como o do jovem jordaniano, os congressistas estão reiterando os pedidos de que o Departamento de Segurança Interna conclua o sistema de monitoramento eletrônico universal de saídas. Desde os ataques de 2001, as autoridades de imigração gastaram mais de um bilhão de dólares em meios de monitorar os estrangeiros quando eles chegam ao país, mas não investiram o suficiente em inspeções biométricas ou modos de monitoramento para confirmar se os visitantes retornaram aos seus países de origem.

Um dos projetos nesse sentido é o chamado monitoramento universal de saídas. O problema é o alto custo da iniciativa em virtude das extensas fronteiras territoriais e dos inúmeros pontos de saída do país (aeroportos e portos, por exemplo). Na verdade, especialistas ainda não encontraram tecnologia que possa substituir as inspeções nas fronteiras e as linhas aéreas empacaram no ano passado durante a tentativa de Bush em fazê-las responsáveis pela coleta de dados dos estrangeiros em partida.

Por isso, oficiais de imigração se defendem alegando que cabe aos policiais impedir as ações criminosas de suspeitos de terrorismo que não tiveram registros detectados na entrada do país. “Você não pode pedir que o sistema de imigração faça tudo”, disse Doris Meissner, do Instituto Policial de Migração, um centro de pesquisa em Washington.