EUA não abandonaram a idéia do muro virtual

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Michael Chertoff, diretor do Departamento de Segurança Nacional, confirmou que a iniciativa será colocada em prática ainda este ano

Ao que parece, a idéia do muro virtual na fronteira dos Estados Unidos com o México não sai da cabeça das autoridades do encarregadas da segurança do país. Duas semanas depois de que a Casa Branca anunciou que cancelaria o projeto de instalação de torres com câmeras de vídeo com visão noturna, sensores de movimento e sistemas de radar num trecho de 28 milhas no estado do Arizona, o diretor do Departamento de Segurança Nacional, Michael Chertoff, garantiu que a iniciativa será colocada em prática nos próximos meses. E acrescentou que uma parte da fronteira com o Canadá também será monitorada pelos mesmos equipamentos.
A informação foi confirmada pelo gerente de programação da Boeing, Jack Chenevey. A empresa está responsável pelo protótipo do chamado Programa Fonteira Segura, que custou cerca de 20 milhões de dólares, mas segundo fontes não teria funcionado bem na época de testes. Mesmo assim, Cheveney afirmou que os agentes da fronteira teriam qualificado o projeto de “confiável” e com desempenho “acima das expectativas”.
O muro virtual foi aprovado pelo Departamento de Segurança Nacional em 2006 e seria testado inicialmente na região de Sásabe (Arizona). O chamado Projeto-28 – em referência ao seu alcance – foi considerado inconsistente e os membros do Congresso Nacional chegaram a instalar uma subcomissão para analisar de perto o desenrolar do acordo. Os comentários negativos a respeito do muro virtual, inclusive em função da grande resistência popular à iniciativa, fizeram com que muitas autoridades anunciassem o fim da medida. No entanto, Chertoff defendeu o muro e confirmou que ele se tornará realidade nos próximos meses.
O custo total do projeto deve ficar em torno de 30 milhões de dólares e, desde o primeiro momento, recebeu o apoio do presidente George W. Bush: “Esta é a iniciativa mais avançada tecnologicamente da história dos EUA”, disse. Depois das 28 milhas no Arizona, os passos seguintes seriam instalar os equipamentos em 30 milhas em outro trecho da fronteira com o México ainda este ano e, posteriormente (2009), na fronteira com o Canadá, perto de Detroit no estado de Michigan.