Família de Jean Charles perde batalha judicial em Londres

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A família do brasileiro Jean Charles de Menezes, 27, morto pela polícia britânica em julho de 2005, perdeu nesta quinta-feira uma batalha judicial que exigia o indiciamento dos policiais envolvidos no assassinato, ocorrido em um vagão de metrô em Londres, no Reino Unido.

Arquivo pessoal

Jean Charles, morto pela polícia em Londres
Três juízes do Supremo Tribunal de Londres decidiram contra um pedido apresentado pela família para que se revisasse a decisão da promotoria de não apresentar acusações criminais contra os policiais envolvidos na morte do eletricista de 27 anos.

A família criticou a decisão da Justiça britânica. “Nós acreditamos que os juízes tomaram a decisão errada”, disse Patrícia da Silva Armani, prima de Menezes. “Continuaremos lutando por justiça até que alguém seja responsabilizado pelo assassinato de meu primo”, acrescentou. A família apelará da decisão à Casa dos Lordes, a mais alta corte britânica.

O argumento da revisão do caso foi entregue pela família do brasileiro no último dia 5. O documento alegava que a falta de processo contra os agressores violava os direitos humanos.

Em julho, a promotoria anunciou que não acusaria nenhum agente, mas apresentaria uma acusação contra a polícia pela violação dos artigos 3 e 33 de lei de Segurança e Higiene no trabalho, de 1974, que obriga as forças de segurança a garantir a saúde e o bem-estar mesmo de quem não é funcionário.

Jean Charles foi morto com sete tiros na estação de metrô de Stockwell pela polícia londrina, após ser confundido com um terrorista. O assassinato do brasileiro ocorreu um dia após os atentados fracassados contra o transporte público de Londres, ocorrido em 21 de julho de 2005. Duas semanas antes, suicidas atacaram o mesmo sistema de transporte londrino, deixando 52 mortos e centenas de feridos.