Fay: muita chuva, mas poucos estragos no sul da Flórida

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Tempestade tropical ainda é ameaça no norte do estado

“Foi um bom treino”. As palavras do diretor do escritório que administra situações de emergência em Broward, Chuck Lanza, espelham bem o que foi a passagem da tempestade tropical Fay pelo sul da Flórida. Apesar das fortes e constantes chuvas desde segunda-feira, a região não registrou, felizmente, qualquer problema mais sério. Mesmo assim, as autoridades resolveram estender o alerta para inundação (‘flood watch’) até a noite desta terça-feira, pois nos condados de Miami-Dade, Broward e Palm Beach o volume da chuva atingiu cerca de oito inches. “O vento não nos preocupa tanto quanto a água”, resumiu o prefeito de Everglades City, Sammy Hamilton.

Os três condados, no entanto, permanecerão hoje com vários de seus serviços sem funcionamento: as escolas, por exemplo, ficarão fechadas e o ano letivo só terá início amanhã, mas os ônibus manterão seus horários normais.De acordo com a FPL, cerca de 41 mil residências na região ficaram sem energia e apenas 67 pessoas procuraram os abrigos preparados pela Cruz Vermelha em Broward. No aeroporto de Fort Lauderdale, as companhias aéreas revelaram que 20 vôos foram cancelados desde segunda-feira.

A situação mais grave ocorreu em Wellington, perto de Fort Myers, onde os ventos derrubaram árvores e quebraram vidros de carros e residências. A tempestade tropical ainda é uma ameaça para o norte da Flórida e outros estados, especialmente porque o fenômeno pode ganhar força se voltar ao Atlântico, conforme previsão de Bill Read, diretor do Centro de Furacões.

Fay atingiu Key West por volta de 3 pm de segunda-feira com ventos de 60 milhas por hora. Apesar de todo o frenesi, com centenas de pessoas deixando a região às pressas, muitos moradores sequer mudaram suas rotinas. “É só uma chuva”, disse Rosa Bautiste, que estava se exercitando em pleno centro de Key West, momentos antes de a tempestade chegar. Se deixou um rastro de destruição no Caribe – os números são desencontrados, mas calcula-se que 14 pessoas morreram no Haiti e na República Dominicana -, Fay serviu para mostrar à população da Flórida que a temporada de furacões está longe de terminar (vai até novembro).