FBI descarta vínculos dos acusados de complô terrorista com Al Qaeda

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O complô frustrado para atacar o principal aeroporto internacional de Nova York foi “armado em casa” e não estava diretamente relacionado a Al Qaeda, embora a rede terrorista possa ter inspirado, disse neste domingo um funcionário americano.

Os autores do complô não tinha “pelo que sabemos, laços diretos com a Al Qaeda”, disse o diretor-adjunto do FBI (a polícia federal americana), John Miller, em uma entrevista ao canal ABC neste domingo. O funcionário, no entanto, atribuiu a conspiração à influência da Al Qaeda.

O plano de Nova York estava supostamente ligado ao grupo radical Jamaat Al Muslimenn, descrito pela justiça americana como uma rede internacional de extremistas dos Estados Unidos, Guiana e Trinidad e Tobago.

Quatro extremistas islâmicos suspeitos da América do Sul e Caribe foram acusados pelo complô, incluindo um cidadão americano que foi funcionário do aeroporto JFK, e Abdul Kadir, um ex-membro do parlamento guianense.

De acordo com as autoridades americanas, o complô começou em janeiro do ano passado e pretendia explodir edifícios, tanques e dutos de combustível do aeroporto, por onde transitam mais de 120 mil pessoas diariamente. “Estavam procurando recursos e explosivos. Quer dizer, estavam em um nível operacional”, disse Miller.

As autoridades declararam que as explosões poderiam devastar boa parte do distrito de Queens, em Nova York.

O complô foi descoberto três semanas depois da prisão de seis radicais extremistas suspeitos de conspirar para atingir a base do exército dos EUA em Fort Dix, em Nova Jersey.