Festival Ultra reúne novamente milhares de jovens em Miami

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Entre sexta-feira e domingo, a cidade ferve com o som eletrônico

Ultra

DA REDAÇÃO COM EFE — O Ultra Music Festival volta a esquentar Miami no segundo fim-de-semana de sua décima-quinta edição, a mais longa já realizada e com a satisfação de ter vendido todos os ingressos disponíveis para este que é considerado um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo.

“Embora tocamos de tudo, o que o Ultra tem como a principal referência é a música eletrônica para dançar (EDM) ao vivo: Aqui estão todos, os maiores, os mais bem pagos”, resume David Carvalho, um dos integrantes do duo de DJs WhiteNoize, que anima o público.
Seu parceiro musical, Chris Harnett, detalha que este ano o festival reunirá cerca de 350.000 pessoas, congregando “todo tipo de gente de todo o mundo, porque esta música é universal: todos a entendem”.

“A EDM ao vivo está envolvida em uma grande transformação. Não é algo minoritário. Agora se ampliou e toda a moçada que vem faz como aqueles que antes iam ver U2 e as grandes bandas de rock. Cada geração muda, e esta é a música desta geração”, explica Carvalho.

Ambos asseguram ter a mente aberta e dispostos a absorver todas as novidades. “Gostamos de estar aqui. Quem quer permanecer no ‘underground’? Este é o estilo do Ultra”, destacou.

O duo participa por exemplo de um aplicativo para dispositivos móveis do festival, Ultra Remix, que convida os fãs da EDM a fazer suas próprias combinações e a criar pistas personalizadas.

O festival de música eletrônica ao ar livre mais famoso do mundo retorna a Miami em uma espécie de reprise do final de semana anterior, em que não houve incidentes graves.

Com esta “sessão dupla” de festival os responsáveis querem celebrar os quinze anos deste encontro, no qual participarão nomes como Tiësto, David Guetta, Deadmau5, Afrojack e Avicii e os aguardados Swedish House Mafia.

Criado originalmente como festival de pura música eletrônica, com o passar dos anos foi abrindo espaço para um leque de artistas ligados de algum modo a este gênero, como The Prodigy, The Chemical Brothers, Underworld, The Cure, The Killers, New Order, Duran Duran, The Black Eyed Peas ou M83.

Até mesmo Madonna passou na edição anterior por este festival, que ano após ano provoca certo escândalo em uma cidade que, por alguns dias, fica inundada por milhares de jovens vestidos com muita pouca roupa e com bastante vontade de aproveitar esta longa e ensolarada “rave”. O visual dos fãs é inconfundível com roupas coloridas e acessórios inusitados como óculos de sol característicos.
O caos no trânsito e o aparato de segurança para impedir que o excessivo consumo de drogas resulte em brigas e discussões fazem com que alguns vizinhos se oponham à sua celebração e até mesmo optem em sair da cidade.

“Antes se faziam outros tipos de festivais, com outras músicas, é verdade, mas a ideia era a mesma. E, agora, é mais bonito ainda, porque esta música é universal, igual ao idioma ou o país de onde vier”, defendeu Carvalho.

Como WhiteNoize, muitos outros DJs que tocaram no final de semana anterior e também estarão neste passaram grande parte da semana agitando nas festas privadas pela cidade, que durante estes dias se multiplicaram como prenúncio da convocação para este evento.

Com a largada deste segundo final de semana, e se tudo for bem, o Ultra superará o Lollapalloza de Chicago como o maior festival de música que se organiza no centro de uma grande cidade americana.