Fiscalização identifica trabalho escravo em São Paulo

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Da Redação comRadiobrás – Órgãos de fiscalização trabalhista em São Paulo resgataram 15 trabalhadores na quarta-feira (22) que estavam vivendo em condição análoga à escravidão em carvoarias no interior paulista. Uma força-tarefa foi organizada para fiscalizar empresas do ramo. Os fiscais encontraram diversas irregularidades entre elas adolescentes trabalhando por longas horas, péssimas condiçoes de trabalho e falta de registro profissional.

A quarta-feira (22) foi o segundo dia da força-tarefa formada por integrantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MPT), da Polícia Rodoviária Federal e do Ministério Público do Trabalho. No dia anterior, os fiscais libertaram 19 trabalhadores adultos e sete adolescentes.

Escravidão

De acordo com o MPT, as pessoas resgatadas na quarta-feira (22) estavam em duas fazendas em Piracaia, pertencentes à empresa Carvão Cacique, sediada em Bragança Paulista. Entre as irregularidades encontradas estavam a falta de registro profissional, inclusive com pessoas há mais de dez anos nessa condição, e a retenção dos documentos de um trabalhador.

Segundo os participantes da operação, os salários eram pagos somente a cada três meses. Com isso, eles contraíam dívidas no mercado na cidade. Embora o dono do armazém não tivesse vínculo com o fazendeiro, foram constatadas dependência financeira e necessidade de o trabalhador ficar na região por causa da dívida. Além disso, não havia equipamentos de segurança, banheiro ou água potável.

Seis carvoarias foram fechadas por falta de condições de trabalho. As crianças e os adolescentes, que trabalhavam com quebra de carvão, ensacamento, pesagem e costura de sacos, entre outras atividades, foram afastados do local.