Fluxo de imigrantes na fronteira caiu mais de 17%

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Crise econômica nos EUA e mais rigor na segurança desanimam travessia ilegal

Os coiotes – os contrabandistas de pessoas, que facilitam a entrada de indocumentados nos Estados Unidos – estão com pouca atividade. Pelo menos é isso que mostram os índices da patrulha da fronteira: as estatísticas apontam que este ano, o número de prisões de imigrantes durante tentativas frustradas de entrada ilegal no país caiu mais de 17% em relação ao anterior. “Muitos indocumentados desistiram do sonho da América”, confirmou um dos policiais na fronteira, sem contudo arriscar o número de pessoas que conseguem passar pela fiscalização.

A redução no número de imigrantes provocou a escassez de mão-de-obra para alguns tipos de trabalho e alguns estados estão analisando a possibilidade de estabelecer um programa de visto temporário. As áreas mais afetadas são a agricultura e o setor hoteleiro. Mesmo assim, um departamento da polícia de Tucson (Arizona) já processou mais de três mil imigrantes que tentavam cruzar ilegalmente a fronteira.

Segurança intensificada

A segurança naquele lugar foi intensificada e a patrulha mantém três mil agentes, que fazem a vigilância em automóveis ou helicópteros. Com isso, a cidade mexicana de Sasabe, que de acordo com especialistas teria 70% de sua população envolvida com o tráfico humano pela fronteira, mais parece um local fantasma. “Antes havia dezenas de caminhões lotados de imigrantes circulando por aqui. Agora, eles aparecem uma vez ou outra”, disse um morador. A administradora municipal, Ramona Flores, comentou que pelo menos seis hotéis ou pousadas fecaram nas últimas semanas, pois a cidade não recebe mais tantos ‘visitante’. Ela calcula que nos dias mais movimentados chegavam naquele lugarejo mais de 400 imigrantes em um só dia.