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FMI: ‘Brasil seria o país mais afetado por turbulências nos EUA’

Países próximos aos EUA seriam os mais afetados

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que uma desaceleração na economia americana afetaria principalmente os países que mantêm um relacionamento comercial e financeiro importante com os Estados Unidos, como os da América Latina e, em especial, o Brasil.
O FMI estima que se o crescimento do PIB americano tivesse uma queda de 1 ponto percentual, a economia da América Latina teria uma redução de 0,2 ponto percentual, enquanto o Brasil sofreria o maior impacto na região, com um recuo de cerca de 0,75 ponto percentual, seguido pelo México, com aproximadamente 0,6 ponto percentual.

Os efeitos do desaquecimento nos Estados Unidos seriam mais fortes no primeiro trimestre após o choque, mas a recuperação das economias latinas seria rápida. No caso do Brasil, o impacto já teria sido dissipado entre o quarto e o quinto trimestres após a queda.

A África e os países emergentes da Ásia seriam pouco afetados pela queda no crescimento da economia americana, com uma redução de cerca de 0,1 ponto percentual.

Apesar de ter calculado os índices do impacto de uma possível desaceleração na economia americana em diversos países, o FMI pediu cautela na análise dos resultados, dizendo que “as informações limitadas sobre alguns países (…) afetam a precisão com que efeitos individuais podem ser estimados”.

‘Resfriado’

O Fundo Monetário Internacional diz no relatório Panorama Econômico Mundial que episódios passados de desacelerações econômicas sincronizadas em várias partes do mundo aconteceram devido a fatores comuns que afetavam diversos países e não devido a eventos específicos em um país, como os fatores domésticos que vêm afetando a economia americana recentemente.

No entanto, para o FMI, o ditado “se os Estados Unidos respiram, o resto do mundo pega o resfriado” continua relevante.

“Com a desaceleração americana sendo liderada pela crise imobiliária, as contaminações externas têm sido limitadas”, afirma o Fundo.

“Se o declínio no mercado imobiliário se espalhar para os setores de consumo e de negócios, no entanto, o efeito para outros países poderia ser significativamente maior, apesar de ainda contornável desde que os países afetados respondam rapidamente e com flexibilidade”.

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