Fóssil de ancestral de humano será exibido nos EUA

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Lucy vai para os EUA com outros 190 artefatos etíopes

O esqueleto de um ancestral do ser humano de 3,2 milhões de anos, conhecido como Lucy, será exibido nos Estados Unidos após quatro anos de negociações entre autoridades da Etiópia e o Museu de Ciência Natural de Houston, no Texas.
A Etiópia, onde o fóssil foi encontrado, concordou em emprestar os ossos para estudo científico até 2013.

Espera-se que a exibição de Lucy em 11 locais diferentes dos Estados Unidos impulsione o turismo no Etiópia e aumente a fama do país africano de “berço de toda humanidade”.

Lucy deixa o país de origem em junho de 2007.

O esqueleto será acompanhado de outros 190 artefatos etíopes, incluindo os mais antigos instrumentos de pedra utilizados pelo ser humano.

‘Embaixadora muda’

O dinheiro da exibição nos Estados Unidos será aplicado na melhoria de museus na Etiópia.

Após passar pelo museu de Houston, o esqueleto de Lucy será exibido em Washington, Nova York, Denver e Chicago. As outras seis cidades ainda não foram definidas.

O ministro da Cultura e Turismo da Etiópia, Mahmoud Driri, disse à BBC que a descoberta de Lucy representava a “verdadeira história da Etiópia como berço da civilização humana e lar de toda humanidade”.

“Ela será a única embaixadora muda que consegue dizer mais do que qualquer outro embaixador da atualidade”, acrescentou.

Driri disse esperar que um milhão de turistas visitem a Etiópia em cinco anos e que afro-americanos olhem para o país como seu lar espiritual.

“O objetivo é fazer da Etiópia um dos dez locais mais visitados da África”, disse Driri.

Lucy foi descoberta em Hadar, em 1974, por uma equipe de paleontólogos que eram fãs da música dos Beatles Lucy in the Sky with Diamonds.

Há mais de 20 anos, ela mantém o posto de ancestral mais antigo do ser humano conhecido pela ciência.