Fotógrafa registra o drama da fronteira

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Material de Maria Teresa Fernández está em exibição para esclarecer os dois lados da moeda

A fotógrafa mexicana radicada nos Estados Unidos Maria Teresa Fernández registrou, nos últimos 17 anos, a movimentação nas quase duas mil milhas de fronteira entre os dois países. Os registros mostram não apenas o drama dos indocumentados que tentam entrar ilegalmente na América, mas também o reencontro de familiares dos dois lados da cerca, muro ou portões que dividem as duas nações.
O trabalho da fotógrafa está em exposição numa Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e serve para alertar as duas comunidade – a de americanos e a de imigrantes – de que o problema, como tudo na vida, tem seus dois lados. “Minha obra é um organismo vivo que evolui como a cerca fronteiriça, que muda o tempo todo. Cresce, se deteriora, é reconstruída, aumentada, retirada. Com minhas fotos, tento mostrar este organismo vivo e como ele afeta aqueles cuja realidade gira ao seu redor”, resume a fotógrafa.

Os personagens mais interessantes das imagens de Maria Teresa são os imigrantes que pertencem a uma mesma família e compartilham – cada qual do seu lado da fronteira – dos almoços de domingo, pois somente neste dia conseguem se encontrar, mesmo que separados pela barreira americana. A mostra, cujo nome em espanhol é ‘Cerca de la Cerca’, mostra fotos tiradas desde 1991, durante suas visitas pelo menos semanais ao local.