Fotográfo ensina ” caminho das pedras” no cinema

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Fabio Iadeluca já fez de tudo um pouco e esse seria o segredo do sucesso

DA REDAÇÃO com Joselina Reis – Fabio IadelucaQuando alguém pergunta ao fotógrafo brasileiro Fabio Iadeluca, de 42 anos, quais seriam suas dicas para aqueles que querem seguir a carreira de fotógrafo ele diz, com toda a experiência que tem, que o ‘caminho das pedras’ ainda é ser original. “Sejam desbravadores, façam o que não foi feito, descubram a sua assinatura, não copiem, criem! Tudo é arte se tiver amor, boa intenção, sinceridade e acredite em você e no seu trabalho”, explica ele, que há vinte anos mora nos EUA e comemora a criação de sua produtora, a Iadeluca Films, em New York.

Fabio conta que antes de escolher a fotografia tentou de tudo um pouco, da música à pintura. E para chegar onde está ele não poupou esforços: já trabalhou em várias campanhas publicitárias, vídeo clips, documentários, filmes e também não escolheu trabalho. Aceitou de tudo, desde assistente de diretor, operador de câmera,  diretor de fotografia e diretor geral.

Como todo esforço é recompensado, Iadeluca foi ganhando prestígio e hoje ostenta uma lista de trabalhos realizados de fazer inveja. Ele fez parte de projetos com diretores consagrados, como Tim Burton, Martim Scorcese, Tony Kayne, Spike Lee e Robert de Niro.
Ele também participou de filmes como Big Fish (2003), Little Children (2006), The Good Shepherd (2006) e do documentário I’m goingo to tell you a secret (2005).

Filho da atriz e produtora cultural Ana Maria Guimarães e do cineasta italiano Mario Iadeluca, Fábio lembra que cresceu em meio à arte cinematográfica. “Minha casa era um circo, sempre cheia de gente, cantores, atores, escultores e pintores. Eu comia arte, não tinha escapatória, meu futuro tinha que ser arte”, lembra o diretor.

Como Iadeluca segue à risca seus conselhos de versatilidade, ele está atualmente envolvido em dois projetos. O primeiro, que ele acaba de finalizar depois de doze anos de trabalho, é um documentário que afirma ser uma ‘uma forma artística, uma poesia visual’. A inspiração veio dos conteúdos afro-brasileiros, capoeira angola, candomblé e samba de roda. O outro projeto está em pré-produção. Trata-se de um curta que ele vai dirigir e filmar baseado em escolhas, consequências, religião, drogas, sexo e rock and roll.

Mas ele quer mais. Iadeluca afirma que quer estar eternamente envolvido em projetos criativos e planos não faltam. “Quero dirigir um longa-metragem, ganhar o Oscar para o Brasil. Nosso país está esperando há muito tempo e merece esse prêmio. Paralelo a isso quero ainda ajudar pessoas a se profissionalizarem, dividir informação”, finaliza.