Frio intenso já matou 23 pessoas nos Estados Unidos

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Da Redação com G1- A onda de frio que atinge os Estados Unidos começou a recuar na quinta-feira (9), mas deixou um rastro de 23 mortes e transtornos por dezenas de estados americanos. A maioria das vítimas morreu de esfriamento excessivo, algumas vítimas de acidentes rodoviários ou de acidentes relacionados com a remoção da neve caída.

Entre as vítimas identificadas pelos estados até quarta-feira (8), estavam duas pessoas, sendo uma criança, mortas em um acidente de trânsito em Missouri; em Michigan, quatro pessoas morreram enquanto removiam neve; em Indiana, seis mortes foram relacionadas ao mau tempo. Funcionários de saúde de Wisconsin comunicaram às autoridades federais que três mortes são provavelmente ligadas ao frio. E, em Illinois, o Departamento de Saúde Pública disse que sete mortes devem estar relacionadas com o clima.

As tempestades de neve e as baixas temperaturas, consideradas as menores dos últimos 20 anos, levaram as pessoas a ter sensação térmica de 50 graus Celsius (°C) abaixo de zero, segundo autoridades norte-americanas.

Estima-se que os prejuízos causados pelo clima sejam superiores a $5 bilhões (cerca de R$ 11,8 bilhões). A tormenta chamada Hércules, que provocou fortes nevascas no nordeste do país, desde o final da semana passada, e a onda de frio, que rompeu recordes em várias partes dos Estados Unidos, afetaram 187 milhões de pessoas.

O frio, acentuado pelo vento que levou à sensação térmica de -40°C nos estados de Minnesota e Wisconsin, obrigou o cancelamento das aulas em escolas de 14 estados no centro e no nordeste do país.

O deslocamento da frente fria polar – que geralmente fica restrita ao Polo Norte–levou temperaturas extremas às cidades de Boston, no estado de Massachussets, e a Knoxville, no Tennessee. O serviço de meteorologia estima melhora das temperaturas extremas e negativas para os próximos dias, ainda que o frio persista em mais de um terço do país.

Na quarta-feira (8), o Ministério das Relações Exteriores informou que não havia registro de nenhum acidente com vítima relacionado a brasileiros afetados pelo frio intenso nos Estados Unidos. Ainda assim, o ministério recomenda que brasileiros não viajem rumo à América do Norte sem um seguro que cubra gastos relacionados à saúde e a acidentes.