Futebol com os dias contados nas Olimpíadas

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Impasse entre a Fifa e o Comitê Olímpico pode acabar com sonho brasileiro de

O único título que falta ao futebol brasileiro – a medalha de ouro no torneio olímpico de futebol – pode ficar ainda mais distante. Pressionada pelos grandes clubes europeus, a Fifa está analisando se retira ou não o esporte mais popular do mundo dos Jogos Olímpicos, 100 anos após sua primeira aparição no evento. O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Fifa estão em guerra desde a Olimpíada de Pequim por causa do futebol e o motivo envolve os grandes craques da bola.

De um lado, clubes europeus não querem liberar jogadores profissionais para os Jogos. Em Pequim, os brasileiros Diego e Rafinha, além do argentino Lionel Messi, causaram polêmica em seus clubes por terem defendido suas seleções. O Barcelona acabou aceitando liberar o argentino, com a promessa de que ele não seria convocado para nenhum outro amistoso em 2008. Por sua vez, o COI luta pela manutenção do futebol, já que garante renda e público aos Jogos, mas não admite que o torneio se transforme num campeonato de juniores. No meio do impasse, a Fifa não quer que a competição olímpica faça concorrência a seus próprios campeonatos e tire a atratividade da Copa do Mundo ou da Copa das Confederações.

Desde 1992, o futebol olímpico é disputado por jogadores com menos de 23 anos e cada seleção tem o direito de levar três atletas com idade superior. Para tentar acalmar os dirigentes e defender seus próprios interesses, a Fifa sugeriu que apenas atletas com menos de 21 anos atuassem nos Jogos. Mas os clubes europeus alertam que isso não seria suficiente, já que muitos contam com jovens entre 18 e 21 anos e que teriam de liberá-los de todas as formas. Jacques Rogge, presidente do COI, enviou uma carta ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, pedindo que uma decisão seja tomada com rapidez para que Londres possa se preparar para uma eventual Olimpíada, em 2012, sem o futebol.