Geraldo Alckmin afirma que não vai negociar com professores em greve

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Categoria está em greve há 55 dias. Governador voltou a dizer que paralisação não faz sentido

Geraldo Alckmin afirma que não vai negociar com professores em greve

DA REDAÇÃO (com G1) – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na quinta-feira (7) que não vai negociar com os professores em greve durante audiência de conciliação marcada para esta tarde no Tribunal de Justiça. Os professores estão em greve há 55 dias e pedem reajuste salarial.

Alckmin disse que um representante do governo vai participar da audiência com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), mas afirmou que não vão negociar. Durante visita a obras da Linha 5-Lilás do Metrô, o governador disse pela terceira vez que a greve dos professores “não tem o menor sentido”.

“Nos últimos quatro anos, fizemos plano de cargo e recuperação salarial. Estamos 26% acima do piso salarial nacional dos professores. Demos 21% de reajuste acima da inflação. Faz oito meses que demos aumento”, disse.”Não tem nenhum sentido discutir aumento e reajuste oito meses após”, completou.

Os holerites dos professores em greve no estado de São Paulo começaram a chegar com desconto. O pagamento será feito a partir da sexta-feira (8) e descontará os dias parados em março, primeiro mês do movimento.

Em 1º de abril, a Justiça negou pedido de tutela antecipada feito pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) contra o corte nos salários dos grevistas e, por isso, o governo pôde descontar. A Apeoesp recorreu da decisão.

Um dos professores, por exemplo, se ausentou 10 dias das salas de aula durante o mês de março e teve desconto de R$ 563. Em outro caso, por 19 dias, um professor teve abatimento de R$ 1,4 mil (veja abaixo). Nesta quinta-feira (7), o Tribunal de Justiça faz audiência de conciliação e julga o dissídio coletivo.

O governador Geraldo Alckmin disse que seria “prevaricação” se ele pagasse integralmente os professores que não tiveram frequência  “O governo não faz o que quer, não tem essa liberalidade. Se dá aula, tem frequência. Não dá aula, não tem frequência. Como é que você vai dar frequência para quem não dá aula? Isso é prevaricação. Mas toda disposição de conversa, entendimento, estamos com o mesmo objetivo: recuperação salarial, plano de carreira… Mas há que se aguardar o momento adequado”, disse.

Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) já indicaram que não é correto descontar salários de servidores em greves que não foram consideradas ilegais.