Governos ‘têm cinco anos para evitar catástrofe climática’

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WWF lista áreas cruciais em que medidas têm de ser tomadas

A oganização ambiental WWF disse que governos e políticos têm apenas cinco anos para tomar atitudes e “salvar o planeta de uma catástrofe de mudança climática”.
Em um relatório em que apresenta cenários para 2050, a organização conclui que o mundo pode produzir energia limpa “mais que suficiente” para atender à demanda – “mas apenas se as decisões necessárias forem tomadas nos próximos cinco anos”.

“Entretanto, é claro que as políticas econômicas e a intervenção governamental necessária para promover esta transição ainda não estão sendo tomadas, e nem estão em perspectiva em muitos casos”, avalia o WWF.

No texto, de mais de cem páginas, a entidade lista áreas cruciais em que medidas têm de ser tomadas com urgência.

O Brasil é citado em uma delas, referente à perda de florestas: “O desflorestamento é responsável não apenas por uma significativa perda de ecossistema e de espécies, mas, muito importante, por 20% das emissões globais de gases que causam o efeito estufa”.

“Dez países respondem por 87% da perda global de florestas, com o Brasil e a Indonésia respondendo juntos por 54%.”

Ações

Outras ações defendidas pela organização são melhorar a eficiência energética, desenvolver tecnologias que utilizem energia limpa (como solar, eólica e de biomassa, por exemplo) e instalar indústrias com equipamentos para capturar o gás carbono.

O diretor-geral do WWF, James Leape, afirmou: “O mundo nunca esteve tão ciente da mudança climática, ou da necessidade urgente de conter o seu avanço. A questão é como fazer isso sem interromper o desenvolvimento e reduzir os padrões de vida.”

“Conter o avanço climático é uma iniciativa de longo prazo, mas os primeiros passos devem ser dados pelos governos hoje no poder.”

“O futuro depende de decisões que levem a uma economia de baixas, em uma escala de tempo consistente com a tarefa de planejar as dimensões sociais e econômicas dessa transição, para minimizar os impactos negativos desta mudança urgente.”