Hobby vira negócio de sucesso de bióloga brasileira em Orlando

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Para relaxar, Juliana Velasco começou a fazer e decorar bolos, agora planeja abrir sua própria loja

Juliana Velasco descobriu que pode ganhar dinheiro com aquilo que gosta

Joselina Reis

Dar aulas, estudar para mestrado, cuidar de casa e marido deixe qualquer mulher estressada. Para relaxar, Juliana Velasco, de 26 anos, começou a deixar os bolos que fazia para a família mais bonitos. Ela tomou gosto pelo que era apenas um hobby e hoje, cinco anos depois, tem tudo planejado para abrir sua própria loja de doces em Orlando (FL). A PinkOven ” nome dado pelo marido devido a paixão de Juliana pela cor rosa ” atende clientes de Orlando e região e registrou um crescimento de 400% nos últimos dois anos.

“Definitivamente, os brasileiros e os imigrantes de língua espanhola gostam de investir em suas festas, no sabor dos bolos e no visual dos doces”, lembra a brasileira que faz toda decoração personalizada de cada bolo, cupcake ou docinhos. Ela conta que não é raro receber encomendas estranhas e quando isso acontece usa a YouTube para achar o que precisa. A última vez foi a confecção de cupcakes com bebidas alcoólicas. “Cada nome e sabor mais estranho que o outro, mas foi um sucesso”, conta animada.

Antes dos bolos, Juliana trabalhava como bióloga e, paralelamente confeccionava bolos. Ela conseguiu tempo para terminar um mestrado em educação e ter um filho. Agora, com as encomendas crescendo, ela aposentou a carreira e os dois diplomas e planeja abrir a primeira loja. Os equipamentos já foram adquiridos, faltando apenas o local ideal e um freezer industrial. “A PinkOven toma todo o meu tempo, é mais divertido e o retorno financeiro é muito melhor do que o que eu fazia”, garantiu ela que quer deixar a loja para o ano de 2014 esperando o filho completar um ano. “Quero investir agora nele e em cursos básicos de decoração”, enumera.

Sobre a nova profissão, a de doceira, Juliana garante que o trabalho artesanal nos Estados Unidos tem melhor aceitação do que no Brasil.
“No Brasil as pessoas acreditam que quem faz esse tipo de trabalho o faz porque não tem opção de emprego e o retorno não é tão bom quanto aqui”, compara.

Apesar de trabalhar há cinco anos confeccionando bolos dos mais variados estilos, formatos e sabores, Juliana nunca fez um curso profissionalizante na área de doces, somente aulas particulares sobre enfeites de bolos. “Semana passada fiquei 20 horas só aprendendo a fazer flores comestíveis”, conta ela que é fã dos vídeos ilustrativos do YouTube.

Ela lembra que às vezes as receitas são tão delicadas que não é possível decorar o bolo e por isso ela aprendeu a confeccionar o bolo falso, feito de isopor e outro material reutilizável. Se o cliente quiser, ele pode comprar também o bolo falso ou apenas alugar. Os falsos são tão coloridos e extravagantes que chamam ainda mais a atenção dos convidados.

O investimento está dando retorno e a PinkOven realiza de três a quatro festas por semana. Juliana faz tudo sozinha e conta com o marido apenas para as entregas. Para fazer os seus produtos em casa, ela teve que seguir regras estaduais de higiene e armazenamento de alimentos para venda, mas os detalhes impostos pela regulamentação do trabalho artesanal não amedrontam essa brasileira. “Eu tinha medo, agora já venci essa etapa. Tenho até planos para investir em salgados no futuro”, planeja a empresária.