Homem invade igreja e mata nove pessoas na Carolina do Sul

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Motivação seria racismo e polícia já prendeu o homem

Dylann Roof, um jovem branco, de 21 anos
Dylann Roof, um jovem branco, de 21 anos

DA REDAÇÃO (com G1) – Um homem entrou numa igreja histórica afro americana, em Charleston, na Carolina do Sul, abriu fogo e matou nove pessoas, na noite de quarta-feira (17). O suspeito do massacre foi preso no estado vizinho, a Carolina do Norte. Ele já tinha sido identificado um pouco antes: é Dylann Roof, um jovem branco, de 21 anos.

O grupo estava reunido na igreja para uma aula de leitura da bíblia, quando um dos participantes da aula se levantou e começou a atirar. Ele matou seis mulheres e três homens – entre eles o reverendo Clementa Pickney, que era pastor da igreja e também senador estadual. Uma pessoa ficou ferida.

Os policiais chegaram a divulgar fotos dele e do carro preto que ele tinha usado na fuga e, graças a denúncias da população, encontraram o suspeito. Enquanto não se sabia onde ele estava, escolas e colônias de férias da cidade foram fechadas.

A imprensa de Charleston diz que Dylann Roof já tinha sido preso em março deste ano por posse de drogas e, em abril, por invasão de propriedade. O tio dele deu uma entrevista a agência Reuters e disse que o rapaz ganhou uma pistola de presente de aniversário do pai, em abril.

O massacre na igreja parece ter sido motivado por racismo. Testemunhas relatam que o rapaz dizia que as pessoas na igreja iriam morrer porque eram negras. Em uma foto, numa rede social, ele usa uma jaqueta que tem a antiga bandeira da África do Sul, usada na época do Apartheid, o regime de separação entre brancos e negros que durou até 1994. O massacre pegou de surpresa pessoas que estavam reunidas numa igreja histórica.

O atirador foi filmado pelas câmeras de segurança quando entrava na igreja, quase uma hora antes do crime. Sylvia Johnson, prima do pastor, ouviu de um dos sobreviventes que o rapaz chegou à igreja perguntando pelo líder religioso e ficou sentado ao lado dele durante toda a aula, antes de começar a atirar. Sylvia também ouviu da testemunha que o rapaz recarregou a arma cinco vezes e fez declarações racistas enquanto atirava.

Depois do massacre, o atirador fugiu em um carro preto. A igreja é sede de uma das mais antigas congregações religiosas de negros americanos. A congregação tem quase 200 anos e teve papel importante na luta contra a escravidão e, mais tarde, pelos direitos civis dos negros. Vizinhos da igreja se reuniram na rua para rezar pelas vítimas.