Homossexualismo vai ser tema da nova novela da Rede Globo de Televisão

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Thiago Fragoso e Marcelo Anthony viverão par romântico e tentarão formar uma família na nova trama

Joselina Reis
Enviada especial a New York

O ator Thiago Fragoso está entusiasmado com o personagem que viverá na próxima novela das 8 na Globo,
O ator Thiago Fragoso está entusiasmado com o personagem que viverá na próxima novela das 8 na Globo, “Amor à Vida” de Walcyr Carrasco

Na grade da programação 2013 da Rede Globo, entre as novelas a serem apresentadas o tema de uma delas deve chamar a atenção dos telespectadores. O autor Walcyr Carrasco quer levar a discussão sobre o novo formato da família moderna à telinha e escolheu Thiago Fragoso e Marcelo Anthony para interpretar o casal homossexual, Nico e Eron. Eles estarão na novela  “Amor à Vida”  que vai substituir “Salve Jorge” no horário nobre.

A trama já está em produção, mas o casal que vai tentar formar uma família ao contratar uma barriga de aluguel para ter um filho só aparece na telinha depois do capítulo 17. Enquanto isso, Thiago está de férias, mas falou com o AcheiUSA sobre a  expectativa para esse novo trabalho.

AcheiUSA: O que você pode adiantar sobre o seu personagem?
Thiago Fragoso:  Ele chama-se Nico, é casado com o personagem do Marcelo Anthony e tem um sushi-bar. Eles vão levantar o tema sobre a nova família. Eles vão querer ter um filho através de inseminação artificial. Os dois vão misturar o material genético de forma que eles não saibam quem é o pai da criança. A ideia mesmo é falar sobre essa nova forma da família brasileira.

AU: Como você está se preparando para esse personagem?
TF: Ele é um personagem contemporâneo, por isso, o trabalho de pesquisa é diferente do que eu fiz em “Lado a Lado”, por exemplo. Já fiz uma pesquisa sobre o assunto, mas agora estou curtindo minhas férias. Não sei quando começo a gravar, mas acredito que será em breve. A novela estreia em maio e eu entro no capítulo 17.

AU: Qual a sua opinião sobre a essa família moderna que você vai retratar na telinha?
TF: Nunca passei por isso, ou ninguém que eu conheça. Não tenho uma opinião genérica sobre o assunto, acho que cada caso é um caso. Mas acho que todos deveriam ter o mesmo direito. Não acho que o homossexual deveria ser discriminado. Felizmente a novela vem um momento muito oportuno sobre o assunto.  Aqui nos Estados Unidos está sendo votada a legalidade do casamento gay. Acho que isso é um grande passo para o casamento gay também se tornar legal em outras partes do mundo.

AU: Esse é seu primeiro personagem homosexual . Qual sua expectativa para esse personagem?
TF: Eu já fiz mulher, já fiz um monte de coisa. Eu não acho que a visão do público feminino vai mudar. A minha comunicação com o público homossexual sempre foi boa, sempre tive uma excelente receptividade.

AU: : Você está torcendo para o primeiro beijo gay (entre homens) na TV?
TF: Eu acho que nós não vamos discutir isso nessa novela. A  ideia é falar sobre a nova família. Claro que, se tiver que fazer, nós somos atores e vamos fazer. Mas não estou torcendo para isso porque não quero me decepcionar. E díficil que isso aconteça. Eu acho que a sociedade brasileira ainda não deseja ver isso na TV. Até aqui, nos Estados Unidos, onde é um lugar mais avançado nesse sentido, você vê isso só em TV paga. Então acho díficil ver isso no Brasil. Vamos esperar, tudo pode acontecer. Já houve o beijo gay entre mulheres, mas entre homens acho que o tabu é maior. O histórico machista da sociedade ainda é grande.

AU: Você completa 23 anos de carreira em breve. Qual o personagem que marcou sua trajetória nas telas?
TF: Eu acredito na semeadura. Continuo semeando em cada trabalho. Já colhi vários frutos, mas ainda tenho muita coisa para colher.  Não penso em acomodar, pretendo continuar  desafiando e me reiventando a cada trabalho. Ainda tenho muita coisa para aprender. Não posso dizer que tem o melhor ou pior personagem. O que posso dizer é que tem o personagem que eu fiz super bem, mas não tenho nenhuma saudade (risos) e tem outros que eu tenho muita saudade, mas o público não percebeu como uma grande coisa. Mas, se tiver que escolher alguns trabalhos importantes da minha carreira, acredito que foram em “O Clone”, “A Casa da Sete Mulheres”,  “O Profeta”,  “O Astro” e “Lado a Lado”.