Imigração dos EUA pode confiscar laptops de viajantes

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Segundo alerta de associação de executivos, agentes do governo podem confiscar e fazer buscas nos laptops de quem chega ou sai do país

A Associação de Executivos de Viagens Corporativas (ACTE), que reúne cerca de 2.500 agentes de turismo em 29 países, divulgou um alerta de que, sob a lei dos Estados Unidos, os agentes do governo podem confiscar e fazer buscas nos laptops, CDs e outros meios de armazenamento de informações quando a pessoa chega ou parte do território americano rumo a outros países. A lei se aplica tanto àqueles que possuem o passaporte americano, quanto aos que não o tem. A associação aconselha os executivos que sejam cautelosos no transporte de informações particulares nas fronteiras dos Estados Unidos.

A medida limita o conteúdo que os executivos podem transportar quando viajam, já que muitos deles levam em seus laptops informações confidenciais sobre a empresa que trabalham. “A informação de que os oficiais do governo americano têm o direito de examinar, baixar, ou até mesmo confiscar o conteúdo de laptops surpreendeu a maioria de nossos membros”, afirmou a diretora-executiva da ACTE, Susan Gurley. “A crença comum é de que existe direito à privacidade sobre o conteúdo de seu computador. Porém, aparentemente não existe nenhum.”

Segundo o jornal O Globo, o argumento oficial é de que o governo evita, assim, a profusão de pornografia infantil e, ao mesmo tempo, prende os traficantes desse material, além de desbaratar esquemas terroristas.

A ACTE, entretanto, quer explicações sobre o que é feito para proteger as informações confiscadas. ” A liderança da ACTE continua a pedir esclarecimentos do governo americano sobre quais medidas, se é que há alguma, estão sendo tomadas para proteger esses conteúdos confidenciais, de empresas ou pessoas”, concluiu Gurley.•