Imigração muda regras e pode ajudar pais ilegais

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Perdão temporário começa a valer a partir do dia 4 de março, porém os interessados devem se enquadrar em certos critérios

Joselina Reis

A secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, divulgou na quarta-feira (2) a regra final para o processo de “perdão” para imigrantes ilegais que estavam em processo de regularização. Com a nova medida, muitos familiares ilegais de cidadãos americanos vão poder obter um visto. No entanto, eles ainda precisam sair do país para uma entrevista, mas agora o processo será iniciado ainda em solo americano e o governo garante que o tempo de espera no país de origem será apenas de alguns dias ou semanas.

O texto divulgado pelo website do Departamento de Imigração (DHS- sigla em inglês), explica que o tempo de separação entre cidadãos americanos e seus parentes de primeiro grau (marido, filhos e pais), que estão em processo de obter um visto para tornarem residentes permanentes nos Estados Unidos será reduzido consideravelmente. A regra final para o registro federal estava em processo desde abril do ano passado e recebeu certa de 4.000 comentários de imigrantes antes de ser refeita e assinada por Napolitano.

De acordo com a nova regra, o interessado deve aplicar para o “pedido de perdão temporário de imigrante ilegal” antes de sair dos Estados Unidos e, quando chegar ao seu país de origem, fazer apenas uma entrevista no consulado americano mais próximo e pegar um visto. O novo formulário Form I-601A e mais detalhes da nova regra, vão estar disponíveis em breve no site do governo (www.uscis.gov.)
A secretaria Janet Napolitano usou as palavras “certos indivíduos em certas circunstâncias” para esclarecer que a nova regra não é nenhuma reforma imigratória ou perdão para quem tem ficha criminal ou representa um perigo para a segurança nacional.

Em um parágrafo explicativo do texto, o DHS diz que a aplicação e, até mesmo a aprovação do perdão temporário, não autoriza ninguém a entrar nos Estados Unidos sem visto, não oferece nenhum benefício (como por exemplo, autorização de trabalho ou liberdade condicional), e não protege contra deportação nos casos de imigrantes com ficha criminal.

A lei, com a nova regra, segundo a secretária, tem como objetivo evitar que cidadãos americanos passem por dificuldades enquanto seus familiares (pais, conjugues e filhos) estejam longe. Antes dessa mudança, a espera no país de origem podia durar até anos. Com medo de que a espera fosse longa demais e, em muitos casos, negada, muitos imigrantes ilegais optavam por permanecer em solo americano na ilegalidade.

O texto divulgado explica ainda que o imigrante precisa provar que esta há mais de seis meses vivendo ilegalmente nos Estados Unidos; ser parente de primeiro grau de um cidadão americano e provar que se o pedido de perdão for negado, esse cidadão ou cidadãos americanos, vão passar por período de extrema dificuldade.

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