Imigração na pauta de debates entre EUA e Cuba

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Encontro em New York agradou aos dois lados

A migração cubana para os Estados Unidos foi o assunto principal de um encontro entre autoridades dos dois países, em Washington DC. A reunião foi a primeira para tratar deste tema desde 2003, o que para o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, representa a vontade de iniciar uma nova relação entre os dois governos. “Essas discussões ressaltam o nosso interesse em travar um diálogo construtivo com Cuba”, afirmouKelly em comunicado.

O vice-ministro do Exterior de Cuba, Dagoberto Rodriguez, descreveu as conversas como “uma sessão de trabalho frutífera que confirma a utilidade deste mecanismo “. Ele admitiu que houve progressos na identificação de áreas nas quais os dois países devem trabalhar e cooperar para a garantir a implementação dos acordos.

Isso não significa que não houve divergências – algumas delas bem antigas, por sinal. Realizada pela última vez em 2003, esses encontros tratam principalmente das ações a serem adotadas para prevenir o êxodo em massa de cubanos para os EUA. Os representantes da ilha reafirmaram a sua insatisfação com o tratamento preferencial recebido pelos cubanos que chegam à costa norte-americana (a chamada lei dos pés secos/pés molhados). Já os integrantes da comitiva da Casa Branca reiteraram a sua vontade de ter acesso a um porto cubano em águas profundas para poder devolver migrantes com segurança, como estabelecido nos acordos anteriores.

O diálogo entre os dois países é parte do esforço do presidente Barack Obama para se aproximar de Havana. No início de junho, Washington determinou o restabelecimento do serviço postal entre os dois países e autorizou transferências de dinheiro e viagens de cubano-americanos ao país vizinho.