Imigração suspende deportação de mexicana indocumentada

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“Não sabia se ria ou chorava”, disse Marlen Moreno (na foto com a família), depois da decisão da Secretaria de Segurança Nacional, Janet Napolitano

Mais uma boa notícia para os indocumentados veio, esta semana, do Arizona. A secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, anunciou que o processo de deportação da mexicana Marlen Moreno, de Tucson, foi suspenso por um ano. A imigrante de 26 anos seria deportada no último domingo e, agora, terá até a oportunidade de legalização ou a renovação de permanência na América.
“Não sabia se ria ou chorava. Foi um grande alívio”, disse Marlen, mãe de duas crianças nascidas nos Estados Unidos. Ela foi presa em março de 2008 (ainda no governo Bush), em um restaurante de Tucson (Arizona), onde trabalhava como garçonete. Passou quatro meses presa e foi acusada pela polícia de imigração de roubo de identidade, pois usava um número de seguro social que pertence a outra pessoa.
Para Maurice H. Goldman, o advogado de imigração que defendeu a mexicana no processo, esta foi uma grande vitória não apenas para Marlen, mas para todos os imigrantes. “Trata-se de um passo no caminho certo dado pela administração Obama”, disse o especialista, acrescentando que há milhares de indocumentados na mesma situação. “São milhares de jovens como ela que estão para ser deportados e dependem da aprovação de uma lei como o Dream Act”, acrescentou Goldman.
A decisão de Napolitano não é inédita na Era Obama. Desde o ano passado, o Departamento de Segurança Nacional já suspendeu a deportação de alguns indocumentados, como foi o caso recente do estudante Eric Banderas, de Harvard. No caso de Marlen, a concessão veio após uma campanha por todo o País, pedindo que ela não fosse expulsa dos Estados Unidos através de cartas e emails.