Imigrantes altos e claros ganham mais, diz estudo dos EUA

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Imigrantes mais altos e de pele mais clara podem ganhar até 15 por cento mais nos Estados Unidos do que seus semelhantes mais baixos e de pele mais escura, de acordo com um novo estudo nos Estados Unidos.

Joni Hersch, professor de Direito e Economia da Universidade Vanderbilt, do Tennessee, analisou dados de 2.084 imigrantes legais (homens e mulheres) e descobriu que aqueles com a pele mais clara ganham, em média, 8 a 15 por cento a mais do que imigrantes com o tom de pele mais escura.

Hersch disse que o efeito da cor de pele persiste mesmo entre trabalhadores da mesma etnia, raça e país de origem.

A pesquisa também descobriu que a altura é levada em conta na definição do salário, com imigrantes mais altos ganhando melhor, e cada polegada acrescenta um por cento a seus ganhos.

“Eu fiquei surpreso e assombrado como o efeito da cor de pele é forte e persistente, mesmo depois de considerar uma série de interpretações e explicações alternativas”, disse Hersch em comunicado.

Os dados vieram da Nova Pesquisa de Imigrantes de 2003, em que o entrevistador informou a cor da pessoa utilizando uma escala onde 0 representava a ausência da cor e 10 representando a cor de pele mais escura possível.

O entrevistador também registrou outras características que podem afetar os rendimentos, como habilidade em inglês, experiência de trabalho e educação.

Hersch disse que considerou várias explicações para o efeito da cor de pele nos rendimentos, como discriminação no país de nascimento, a possibilidade de que a pele mais escura é causada por trabalhos em ambientes externos, que pagam pior, e preconceito do entrevistador.

Mas depois de descartar essas explicações, Hersch concluiu que a discriminação era a mais forte para o motivo de imigrantes mais claros e altos ganharem mais dinheiro.