Imigrantes detidos na Virgínia

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Operação no aeroporto internacional de Dulles manda 42 indocumentados para a prisão

Pelo menos 42 indocumentados foram presos pelo ICE (Immigration and Customs Enforcement) no aeroporto internacional de Dulles, na Virginia. A operação conduzida por policiais federais de imigração e de membros das corporações de polícia naquele estado tinha como objetivo a detenção de pessoas que utilizavam documentos falsos para embarcar em vôos, mas muitos parentes de passageiros também foram levados pelas autoridades. Todos os detidos são latinos.

O cônsul mexicano em Washington D.C., Enrique Escorza, afirmou que os cinco mexicanos presos estão em fase de entrevistas com representantes diplomáticos para que possam conhecer seus direitos e opções legais aqui no país. As prisões ocorreram em uma área de segurança máxima no aeroporto, onde só é permitida a entrada de funcionários e cidadãos/residentes permanentes. Segundo o agente especial do ICE Mark McGraw, é crucial que a agência garanta a segurança em zonas sensíveis dos aeroportos, bem como de bases militares e usinas geradoras de energia, especialmente em Washington D.C. – o aeroporto de Dulles atende à capital. “Vamos continuar realizando estas operações”, afirmou Mark.

Durante a operação na Virgínia, os agentes federais abordaram mais de 200 pessoas para checar a identidade e o status imigratório e muitos dos detidos trabalhavam em obras no aeroporto, com documentos falsos. O ICE se apressou em dizer que nenhum deles está vinculado a atividades terroristas e entre os indocumentados estão mexicanos, argentinos, bolivianos, salvadorenhos, guatemaltecos e peruanos.

Os indocumentados têm a opção de optar por uma saída voluntária do país ou mesmo solicitar uma audiência com um juiz de imigração, o que abre a possibilidade de liberdade provisória mediante pagamento de fiança até que a decisão final seja tomada. Para tanto, uma entidade de apoio aos imigrantes disponibilizou a verba de um fundo, graças ao apoio dado pelo milionário Roberth Hildeth, apelidado de ‘anjo dos indocumentados’. Vale lembrar que somente as pessoas sem antecedentes criminais têm direito a este benefício, enquanto que os que têm passagem pela polícia podem se deportados a qualquer momento