Incerteza econômica no Brasil eleva dólar

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Moeda fechou quinta-feira (6) cotada a R$ 2,561 na venda; valor mais alto desde 2005

DA REDAÇÃO COM G1 E UOL

Incertezas do mercado em relação à capacidade da equipe econômica do governo Dilma em estancar o aumento da inflação no Brasil fizeram com que o dólar encerrasse as operações na quinta-feira (6) ao preço de R$ 2,561. O valor é o mais alto já registrado pela moeda em um fechamento desde abril de 2005. No total, na semana, o dólar acumulou alta de 6,35%.

É a terceira desde outubro que a moeda fecha com o maior valor desde 2005. No dia 23, o dólar fechou em R$ 2,5137 e atingiu o maior valor desde 2 de maio de 2005, quando a cotação era de R$ 2,5146. No dia 27, a dívida fechou a R$ 2,5229, maior valor de fechamento desde 2005, quando, no dia 29 de abril, a moeda fechou cotada a R$ 2,5313, segundo dados do Banco Central.

A indefinição sobre as próximas medidas econômicas que serão tomadas pela presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) tem feito com que os investidores busquem mais dólares. Com o aumento da procura, o preço da moeda tende a subir. “O fator local é de indefinições e, quando você não sabe o que vem pela frente, você corre para o dólar”, disse à agência de notícias Reuters o especialista em câmbio da corretora Icap Italo Abucater. Os investidores querem mais detalhes sobre como será gerenciada a política econômica, sobretudo a fiscal, criticada por ser excessivamente expansionista e pouco transparente.

Os mercados também querem saber quem será o próximo ministro da Fazenda, substituindo Guido Mantega, cujo desligamento do cargo foi anunciado por Dilma ainda durante a corrida eleitoral. A presidente afirmou que só anunciará seu indicado ao posto após a reunião do G20, em 15 e 16 de novembro. Essas incertezas têm limitado o volume de negócios no mercado de câmbio, deixando as cotações sensíveis a operações pontuais e aumentando a instabilidade.