Jim Bunning também defende o adiamento da votação da reforma

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Senador republicano de Kentucky ocupa a trbuna do senado neste momento e é contra “premiar quem quebrou a lei”

Da redação

O tema imigração já está em discussão no senado norte-americano desde o início da tarde. Quem se pronuncia no momento é o Senador Jim Bunning (R – Kentucky), que a exemplo do colega Jeff Sessions também não concorda que seja o momento para votar uma reforma imigratória. Ele não reconhece o acordo firmado entre os senadores na semana passada e descreve o acordo como “uma forma de empurrar o projeto na pauta do senado, de qualquer forma”.
Ele se posiciona como um “defensor dos imigrantes” mas que não acha justo “premiar pessoas que quebraram a lei dos EUA”. Ele é contra anistia e defende que o sistema imigratório considere apenas os imigrantes que vivem fora do país e queiram vir trabalhar nos EUA (acompanhe o debate ao vivo ).
Antes de Jim o senador Jeff Sessions (R – Alabama), ocupou a tribuna para dissuadir seus colegas de discutirem a reforma imigratória ainda esta semana. Ele argumenta que a lei é muito importante para ser discutida e votada “com pressa”.
O discurso é uma tentativa de fazer a bancada republicana vetarem, logo mais às 5h30, a inclusão do projeto na pauta da Casa.
Os senadores, que firmaram um pré-acordo em torno da reforma, decide às 5h30 pm de hoje se iniciarão ou não os debates formais sobre o tema. São necessário 60 votos; caso não seja aprovado, os debates serão postergados para uma data futura.

Embora o acordo bipartidarista tenha sido alcançado na semana passada, os líderes de entidades defensoras dos imigrantes preferem não comemorar ainda e afirmam que a batalha será longa e muito difícil.
Quatro projetos tramitam na Casa no momento, e os senadores já têm uma idéia do que seria uma reforma plausível, embora pretendam incluir várias emendas. Essa deve ser a parte difícil da aprovação da reforma.

Segundo o pré-acordo, o Senado deve aprovar um plano de trabalhador temporário para trazer novos imigrantes para os EUA. Um programa adicional cobrirá os trabalhadores agrícolas. Novas medidas de alta tecnologia também serão instituídas para verificar aqueles trabalhadores que estão aqui legalmente.
Os senadores querem estabelecerum “sistema de pontuação”, que priorizará imigrantes com nível de instrução sobre as ligações familiares no momento de decidir a quem conceder green cards.

O acordo proposto permitirá aos imigrantes ilegais para obter um “visto Z”‘ e – depois de pagar uma multa de US$5.000 – entrar na fila para obter a residência permanente, que pode levar entre oito e 13 anos. Chefes de família terão de primeiro voltar a seus países de origem.

Eles podem optar por criar um cartão condicional que permitiria aos imigrantes viver e trabalhar legalmente nos EUA, mas não permitiria dar início ao processo de residência permanente ou de cidadania até que as melhorias na segurança fronteiriça e o programa de identificação de trabalhador com tecnologia sofisticada estiverem completas

Um novo programa de trabalhador temporário pode aguardar até que os chamados “gatilhos” sejam ativados.

Esses trabalhadores teriam de retornar para casa depois de um período de trabalho de dois anos, com poucas chances de obter o status legal permanente ou mesmo tornar-se cidadãos americanos. Eles poderiam renovar seus vistos de trabalhadores temporários por duas vezes, mas teriam de deixar o país durante um ano a cada vez.

Os democratas pressionaram para que, em vez dos trabalhadores serem convidados, lhes seja concedida permissão para ficarem e trabalharem indefinidamente nos EUA. Naquele que talvez tenha sido a mudança mais debatida mais significativa, o plano proposto mudaria de um sistema de imigração prioritariamente avaliado através de laços familiares para um que dê preferência por pessoas com alto grau de formação e habilidades reconhecidas.

Os republicanos vem há muito tempo exigindo tais revisões, que eles dizem ser necessárias para estancar o que chamam de “imigração em cadeia” que prejudica a economia, enquanto alguns democratas e grupos liberais dizem ser um sistema injusto que separa as familías.

Somente as ligações familiares não serão suficientes para se qualificar para um green card – exceto no caso de cônjuges e de crianças menores de idade cidadãs americanas.

Novos limites serão impostos para cidadãos americanos que desejam trazer seus pais estrangeiros para o país.