Justiça brasileira bloqueia aplicativo de relacionamentos

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Da redação com Revista Época – O aplicativo Lulu, lançado no Brasil em novembro, que permite que mulheres façam avaliações sobre rapazes na rede social Facebook, enfrenta agora um processo judicial por invasão de privacidade e bullying virtual. Um dos alvos das mulheres adeptas ao Lulu, o estudante de direito Felippo de Almeida Scolari, de 28 anos, entrou com um processo na justiça contra o aplicativo no Brasil no final de dezembro.

O aplicativo foi lançado nos EUA em fevereiro do ano passado e chegou ao Brasil no fim do ano. Só nos EUA, a última estatística mostrava que mais de 1 milhão de pessoas haviam baixado o programa para os celulares, ficando inclusivo à frente do Facebook por algum tempo.

No Brasil, o aplicativo onde as mulheres dão notas sobre o desempenho dos rapazes foi um sucesso instantâneo. Foi um sucesso entre as mulheres mas não agradou os homens. Na prática, deixou muitos deles furiosos.

O estudante de direito Felippo de Almeida Scolari(foto) foi um deles. Ele sentiu-se ofendido com o que havia sido publicado sobre ele por meio do Lulu. “Fiquei revoltado quando vi que havia informações íntimas em um aplicativo que eu jamais baixei, para qualquer pessoa poder ver”, diz Scolari, que entrou com uma ação contra o programa pedindo indenização por danos morais e exigindo que seu perfil seja excluído do aplicativo.

O Lulu é exclusivo para mulheres. Depois de informar seu grau de intimidade com o avaliado (amigo, ex-namorado, um possível interesse amoroso), elas respondem a perguntas de múltipla escolha que indicam se o homem é atraente, bom de cama, educado, ambicioso, atencioso. Ao final, ele ganha uma média entre zero e dez de suas notas em todas as categorias.