Justiça dos EUA autoriza acesso de dados de Duda à CPI

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Publicitário terá de justificar para os parlamentares os recursos movimentados no exterior

Depois de três meses de intensa negociação, a Justiça dos Estados Unidos autorizou nesta quinta-feira (23/02) o acesso de integrantes da
CPI dos Correios a documentos sigilosos relativos a movimentações financeiras do publicitário Duda Mendonça no exterior. A informação foi divulgada em nota oficial conjunta assinada pela secretária nacional de Justiça, Cláudia Chagas, e pelo presidente da CPI, senador Delcidio Amaral (PT-MS).

Conforme o acordo firmado com a Promotoria Distrital de Nova York, apenas Delcidio, o relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), e outros dois técnicos indicados pela comissão poderão consultar os documentos. A consulta só poderá ser feita dentro do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça. Segundo informações do ministério, os parlamentares poderão divulgar informações obtidas nos documentos desde que o material seja incluído no relatório final da CPI.

Em depoimento à CPI, Duda admitiu no ano passado ter recebido no exterior o equivalente a 10 milhões de reais por meio do empresário Marcos Valério de Souza. O dinheiro seria referente a pagamento de serviços prestados ao PT pelas empresas de Duda durante a campanha eleitoral de 2002. Valério nega. A CPI suspeita que o publicitário tenha movimentado outros recursos no exterior.