Justiça tem $101 milhões da Telexfree para pagar vítimas

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Interventor está em processo de ajustar as contas da empresa

DA REDAÇÃO, COM TELEGRAM.COM

A justiça americana informou que congelou $101, 5 milhões das contas bancárias da Telexfree, o valor é cerca de 10% do provável rombo de $1 bilhão causado a investidores. O dinheiro pode ser usado para ressarcir as vítimas da empresa acusada de pirâmide financeira. Acredita-se que a Telexfree, empresa do brasileiro Carlos Wanzeler (foragido) e do americano James M. Merrill (que foi preso e recentemente liberado sob fiança milionária), tenha lesado cerca de 1.1 milhão de pessoas, principalmente brasileiros.

O interventor, Stephen P. Darr, nomeado pela vara de falência, recebeu na terça-feira (24) autorização do juiz Melvin Hoffman para requerer documentos importantes da Telexfree e empresas associadas. Com esses documentos, Darr poderá averiguar o tamanho do rombo que a empresa causou.

Stephen Darr foi nomeado no dia 6 de junho, mas até terça-feira (24) não tinha autorização para requerer documentos e ter acesso a arquivos dos advogados e contadores da Telexfree. “A empresa fechou, não tem funcionário. Eu não tenho documentos para trabalhar”, reclamou o interventor.

A decisão do juiz permite que Darr tenha acesso a documentos sigilosos em mãos da PricewaterhouseCoopers LLC, a empresa que fazia a contabilidade da Telexfree; da Alvarez & Marsal North America LLC, contratada pela Telexfree para conselho e reestruturação financeira; Kurtzman Carson Consultants LLC, responsável pela consultoria de falência e da Gordon Silver e Greenberg Traurig LLP, empresa de advocacia.

Desde que assumiu o caso como interventor nomeado, Sthephen Darr disse que já teve reuniões com integrantes da Comissão de Segurança Cambial e com Procuradoria de Justiça do governo Federal. Ele também ordenou que os escritórios da empresa em Marlborough (MA) fossem fechados, suspendeu o pagamento de aluguel de $6 mil de cada um dos cinco escritórios e autorizou a venda dos móveis em um leilão.

A Telexfree vendia serviços de telefonia via internet. Autoridades federais alegam que na verdade a empresa atuava no esquema de pirâmide financeira, prometendo pagamentos para os que conseguissem atrair outras pessoas ao esquema. A maioria das pessoas lesadas era de imigrantes.

A Telexfree pediu falência em abril. A Comissão de Segurança Cambial entrou com processo civil contra a empresa e criminal contra os diretores. O sócio-brasileiro Carlos Wanzeler está foragido desde abril e acredita-se que esteja no Espirito Santo, já o sócio-americano, James M. Merril foi preso e liberado depois de hipotecar os bens da família para o pagamento da fiança de $900 mil.