Lei do Alabama pode estar custando quase $11 bilhões ao estado

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A perseguição aos imigrantes ilegais no Alabama, considerada a mais rigorosa dos EUA, já custou cerca de 10.8 bilhões de dólares à economia do estado, diz um estudo da UA

A lei do Alabama, aprovada em junho de 2011, entre outras medidas polêmicas manda que a polícia prenda pessoas suspeitas de estarem ilegalmente nos EUA, caso elas não apresentem documentação adequada quando abordadas por qualquer razão.

A análise de custo e benefício foi feita pelo economista Samuel Addy, da Universidade do Alabama, que chegou à conclusão de que 80,000 vagas de emprego ficaram sem trabalhadores por causa da lei. As vagas teriam sido abertas por imigrantes ilegais fugindo da perseguição. O custo dessa carência de mão de obra seria por volta de $10.8 bilhões.

Os empregos perdidos também podem ter custado até $264.5 milhões em impostos não recolhidos, e até $93.1 milhões em impostos urbanos, também de acordo com o estudo.

Os republicanos que apóiam a lei dizem que ela vai ajudar os residentes legais a encontrarem trabalho nas vagas abertas pelos trabalhadores indocumentados, assim economizando até $280 milhões para o estado, que eles afirmam ser o quanto o Alabama gasta por ano com saúde e educação para indocumentados.

O resultado do estudo da Universidade do Alabama está servindo de munição para os críticos da lei no estado, que vem tentando cortar despesas para equilibrar seu orçamento.

O estudo levou em conta os custos com saúde e educação para indocumentados, mas revelou que a economia nessa área é irrisória se comparada ao aumento nos custos para aplicação da lei, e ao prejuízo nos negócios, que agora são obrigados a verificar a cidadania dos empregados.