Mais um brasileiro representará seleção de outro país

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Desta vez é Cacau, que foi convocado pelo técnico do time alemão

Ninguém discute o talento do futebol brasileiro, que há muito exporta representantes para clubes de todo o mundo. No entanto, cresce a tendência de jogadores que, sem chances de atuar pela Seleção Canarinho, preferem se naturalizar e disputar competições internacionais e até a Copa do Mundo por outros selecionados estrangeiros. O caso mais recente é o do atacante Cacau, que joga pelo Stuttgart, da Alemanha. O paulista, que teve discreta passagem pelo São Paulo no final da década de 90 e só se destacou na Europa, vai vestir pela primeira vez a camisa alemã, em dois amistosos no mês de junho, pouco mais de seis meses depois de ter se naturalizado alemão.

Cacau é mais um desta desta legião brasileira no exterior, que tem nos armadores Deco (Portugal) e Marcos Senna (Espanha) seus principais expoentes. “No princípio fiquei na dúvida, mas fui convencido principalmente pelo técnico Felipe Scolari, que na época dirigia a seleção portuguesa, de que este seria o melhor caminho – e não me arrependo”, disse Deco. Que já participou de uma Copa do Mundo e foi vice-campeão de uma Eurocopa. Na mesma seleção alemã que agora recebe Cacau, outro brasileiro já fez história: o também atacante Kevin Kuranyi, porém, é filho de um alemão e já vivia no país quando iniciou sua carreira de jogador.

A lista de brasileiros vestindo outras camisas de escretes nacionais deve aumentar em breve. O atacante Amauri, da Juventus da Itália, deixou o Brasil antes de se tornar profissional e já passou por outros clubes grandes da ‘Bota’. Nos últimos anos ele disputou a artilharia do acirrado campeonato italizano e, por isso, é constantemente elogiado pela imprensa e pelo atual técnico da Azzurra, Marcelo Lippi. Jornalistas garantem apenas que Amauri aguarda apenas a sua naturalização (é neto de italianos) para vestir a camisa da Azurra.
A seguir, uma lista de jogadores brasileiros que atuam ou atuaram por outras seleções: Fábio dos Santos (goleiro, Vietnã), Roger Guerreiro (lateral, Polônia), Marcos Túlio (zagueiro, Japão), Pepe (zagueiro, Portugal), Clayton (lateral, Tunísia), Mehmet Aurélio (meia, Turquia), Eduardo da Silva (atacante, Croácia), Marcelo Moreno (atacante, Bolívia).

Vale dizer que há também um exemplo de quem teve o processo de legalização interrompido. O atacante, que por seguidos anos foi a sensação do campeonato alemão, recebeu proposta milionária para integrar a seleção do Catar. A vontade de jogar uma competição internacional era tanta – bem como a de garantir a sua independência financeira – que Aílton não pensou duas vezes. A Fifa, órgão máximo do futebol, rechaçou a idéia, porque o artilheiro não tinha qualquer laço com o país do Oriente Médio.