Manifestações vão ocupar as ruas por reforma em outubro

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Ativistas querem pressionar parlamentares e organizam passeatas em todo o país

A demora na aprovação de mudanças na lei de imigração está impacientando os mais de 12 milhões de indocumentados nos Estados Unidos. Por conta disso, ativistas estão planejando uma série de manifestações durante o mês de outubro para pressionar os poderes executivo e legislativo pelo início do debate de um projeto de reforma. A maior delas será em Chicago, na ‘Festa do Ilegal’.
O deputado democrata Luis Gutiérrez (Illinois) quer aproveitar a concentração de gente para apresentar suas ideias, que precisam do patrocínio republicano. “Estamos buscando co-patrocinadores e já começamos as conversas”, reconheceu José Parra, que trabalha com o líder da maioria no Senado, Harry Reid (democrata de Nevada), sem contudo adiantar o(s) nome(s) do(s) parlamentar(es) republicano(s) que foram contatados. Nas iniciativas anteriores, o senador John McCain (republicano do Arizona) apoiou mudanças na lei de imigração e, durante a corrida presidencial, afirmou que tinha o interesse em promover a reforma.
Os ativistas estão inquietos, já que durante 2009 não houve avanço na questão. “Estamos preocupados, mas com ânimo firme e trabalhando duro para que o debate seja iniciado o mais rápido possível”, disse Juan José, diretor do Movimento Latino USA, de Los Angeles (Califórnia). Ele é um dos líderes do ato previsto para a costa oeste, no dia 10 de outubro, quando espera reunir milhares de pessoas em torno de mudanças na atual lei. Para ele, somente a pressão da sociedade e dos próprios imigrantes vai alterar o panorama. “O objetivo é contar com a chancela de vários parlamentares, inclusive de republicanos, pois assim temos mais chance de êxito”, disse o ativista.
Para Lucero Beebe-Giudice, diretora de outra entidade pró-imigrante, o momento é ideal para as manifestações de imigrantes. Para tanto, ela está reunindo um grande grupo de latinos, na maioria estudantes, que marcharão em frente ao Capitólio e Casa Branca no dia 13 de outubro para pedir alguma providência. “Muitos jovens que chegaram aqui ainda crianças estão vendo seu futuro desmoronar por falta de uma lei justa”, disse a ativista. Ela acrescenta que as passeatas não são suficientes para promover mudanças, por isso tem orientado aos imigrantes que telefonem para os parlamentares ou mesmo enviem e-mails exigindo mais atenção para o problema.