Mau tempo faz Nasa adiar lançamento do Discovery

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A Nasa adiou por pelo menos 24 horas o lançamento do ônibus espacial Discovery. O motivo foi o mau tempo, segundo um porta-voz da Nasa.

A suspensão foi adotada pela Nasa a menos de dois minutos do momento da decolagem, quando nuvens cobriam a zona de lançamento.

“Tivemos que anular o lançamento esta noite por causa de um teto de nuvens muito baixo e espesso”, disse Bruce Buckingham, porta-voz da Agência Espacial Americana. Também existia ameaça de chuva, em conseqüência de uma frente de baixa pressão que chegou ao centro da península da Flórida nas últimas horas.

Nasa

Tripulação da missão STS-116 da Nasa
Um teto de nuvens baixo impediria que o ônibus espacial fizesse um pouso de emergência na pista do Centro Kennedy, caso houvesse alguma dificuldade na decolagem.

“Fizemos o possível, mas não conseguimos desta vez. Não tínhamos certeza de que as nuvens se dispersariam o suficiente”, disse o diretor de lançamento, Mike Leinbach. “Não fiquem muito decepcionados”, respondeu o comandante da missão, Mark Polansky.

O lançamento é possível até 26 de dezembro, mas depois do dia 17 a Nasa precisará reprogramar os computadores de bordo do ônibus espacial. Após 26, o lançamento só será possível em meados de janeiro.

Missão

O Discovery, com duas mulheres e cinco homens a bordo, deve realizar uma missão de 12 dias no espaço. O principal objetivo será prosseguir com a construção da Estação Espacial Internacional (ISS, siglas em inglês).

Os astronautas vão instalar um novo sistema elétrico na ISS, para aproveitar os painéis solares instalados pela missão do Atlantis em setembro.

Eles também devem implantar um novo módulo e acrescentarão uma viga à estrutura principal da ISS, uma iniciativa conjunta da Nasa e da Agência Espacial Européia com participação de Japão, Rússia e Canadá.

A construção da ISS estava suspensa desde fevereiro de 2003, por causa da tragédia do Colúmbia, que se desintegrou ao voltar de uma missão científica. No acidente, morreram os sete tripulantes.

Além de Polansky, os outros membros da tripulação são o piloto William Oefelein, os especialistas Robert Curbeam, Joan Higginbotham, Nicholas Patrick, e os engenheiros de vôo Sunita Williams e Christer Fuglesang –este último, astronauta sueco da Agência Espacial Européia (ESA).

A Nasa prevê outras 14 missões de naves dos EUA até 2010, ano em que estas darão lugar a naves de maior envergadura e capacidade de carga, que representarão o primeiro passo na construção de um possível veículo para viagens à Lua e a Marte.