Miami se unirá às passeatas nacionais pela reforma imigratória

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Passeata sairá do Parque José Martí, em Little Havana, no sábado à 1pm, e percorrerá a Calle Ocho até a avenida 13 do sudoeste

Da Redação com El Nuevo Herald – Ativistas locais a favor da reforma imigratória querem enviar uma clara mensagem ao governo federal.

“Vocês poderão parar o governo, mas nós continuaremos em frente com nossa luta”, declarou Francisco Portillo, presidente da Organização Hondurenha Francisco Morazán, durante uma coletiva de imprensa em Little Havana. “Esperamos que cumpram sua promessa e aprovem a reforma de uma vez por todas”, afirmou.

A organização de Portillo faz parte de uma coalizão de grupos comunitários e de ajuda aos imigrantes que no sábado (5) realizará uma passeata em Miami, como parte do Dia Nacional de Ação a favor da Reforma Imigratória e Unidade Familiar. Haverá outras demonstrações em mais de 60 cidades a nível nacional.

A passeata sairá do Parque José Martí, em Little Havana, no sábado à 1pm, e percorrerá a Calle Ocho até a avenida 13 do sudoeste.
A meta dos ativistas é colocar mais pressão sobre os legisladores para que a proposta de lei bipartidária seja levada para o Congresso dos Estados Unidos e aprovada nas próximas semanas.

O projeto foi aprovado pelo Senado em 27 de junho passado. Então o presidente da Câmara de Deputados, o republicano John Boehner, anunciou que sua bancada criaria uma nova versão da lei, mas isto ainda não foi feito.

À meia-noite de terça-feira (1) o governo federal ficou paralisado em suas funções por falta de fundos monetários depois de o Congresso rejeitar o orçamento anual. Embora o foco do desacordo entre os legisladores republicanos e democratas seja a lei da reforma da saúde proposta pelo presidente Barack Obama, outros serviços são afetados pelo fechamento governamental. E alguns ativistas estão preocupados de que a proposta de lei para reformar o sistema imigratório seja ignorada em meio à nova crise em Washington.

“O governo fechou hoje (1), mas o Congresso tem estado fechado para nós há anos”, disse Kathy Bird, da Coalizão de Imigrantes da Flórida. “O Senado já agiu, onde está a ação por parte da Câmara?”.

Em anos recentes o governo federal aprovou medidas para proteger certos grupos de indocumentados, como discrição fiscal para as pessoas que não tenham cometido delitos graves, ou dois anos de proteção com permissões de trabalho e carteiras de motoristas para os ‘dreamers’, jovens que foram trazidos ao país ilegalmente quando eram crianças. No entanto, não foram aprovadas leis que definam a situação legal dos mais de 11 milhões de pessoas sem documentos que vivem no EUA.

O presidente Obama prometeu impulsionar uma política imigratória que inclua a reforma das leis e a unificação de famílias, mas até agora isto não foi cumprido. Durante a administração de Obama as deportações de indocumentados alcançaram números recordes. Segundo relatórios, entre final de 2007 e 2012 quase dois milhões de pessoas regressaram aos seus países de origem.

Por isto os ativistas também pedem a suspensão das deportações e do projeto de reforçar a militarização da fronteira com o México.