Mineiro é assassinado na Louisiana

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Jovem de 20 anos pode ter sido vítima de gangue racista

Já está em Alpercata, região do Vale do Rio Doce, o corpo do mineiro Júlio César de Oliveira, assassinado em condições ainda não esclarecidas aqui nos Estados Unidos, em novembro. O jovem, de 20 anos, morava há três anos em Kenner, no estado da Louisiana, onde foi encontrado com um tiro na testa. As primeiras investigações deram conta que o brasileiro teria sido vítima de um assalto, seguido de morte, mas alguns conhecidos de Júlio César acreditam que o crime foi cometido por gangues locais, que perseguem imigrantes.

 Júlio César de OliveiraO mineiro estava em situação irregular nos Estados Unidos e trabalhava como carpinteiro. Ele já havia comprado sua passagem aérea de volta para o Brasil no final deste ano e pretendia ingressar na faculdade de Engenharia. “Infelizmente essa tragédia acabou com o sonho de um jovem com muita vontade de viver”, lamentou a irmã de Júlio César, Michele de Oliveira, que também viveu nos Estados Unidos.

A família está muito abalada e busca respostas para o que aconteceu. “Meu filho estava cheio de planos. Nunca podia imaginar que ele voltaria para o Brasil dentro de um caixão”, lamentou o pai do jovem, Jaime de Oliveira. De acordo com a polícia de Kenner, o corpo do mineiro foi encontrado por um vizinho, no estacionamento do condomínio onde ele morava e com a carteira vazia ao lado. Júlio César morreu na hora.

Em Alpercata, cidade com cerca de 7 mil habitantes próxima a Governador Valadares, boa parte dos jovens na mesma idade de Júlio César está nos Estados Unidos, na área de Lousiana. A notícia de que o brasileiro pode ter morrido devido a ataques racistas deixou a comunidade preocupada. “Só pedindo a proteção de Deus, para livrar os filhos que foram para tão longe”, disse Creuza Oliveira Andrade, de 58 anos, que tem um filho nos EUA e teme pela vida dele.