Morre Antonio Carlos Magalhães

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ACM comandou a política da Bahia durante décadas

Faleceu hoje, aos 79 anos, o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), por falência múltipla de órgãos. ACM, como era conhecido, deu entrada no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor) no dia 13 de junho, para fazer exames de rotina. O senador sofria de problemas renais, diabetes e era cardíaco.
Desde março deste ano, ACM passou por várias idas e vindas do hospital. Uma das mais recentes aconteceu no final de junho, após o senador passar mal, perder o controle das pernas e cair no plenário do Senado.
“Toninho Ternura” para os amigos. “Toninho Malvadeza” para os inimigos. Antonio Carlos Magalhães sempre foi uma figura política controversa. A “malvadeza” se deve ao estilo implacável com os desafetos e à imagem que construiu baseada no tradicional coronelismo da política nordestina. E a “ternura” reflete o tratamento que concedia aos que o apoiavam.
Mas o chamado carlismo perdeu sua força nos últimos anos. Nas eleições de 2006, por exemplo, o petista Jaques Wagner ganhou de virada o governo da Bahia, deixando o PFL estarrecido após quatro mandatos de mando do grupo carlista no Estado. ACM apostava no cenário inverso.
Também no Senado, ele não conseguiu a vitória de seu candidato. A crise, no entanto, começou há pouco mais de dois anos com a derrota na disputa pela prefeitura de Salvador.
A morte do filho, em 1998, foi um duro golpe para ACM. Luís Eduardo Magalhães era o projeto do PFL para chegar à Presidência em 2002. À época, a dor estampada no rosto do pai não tinha tamanho, muitos duvidaram que ACM poderia se recuperar do baque, alguns apostaram até que renunciaria ao mandato de senador.