Mulheres brasileiras ainda distantes do poder

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Entidade revela que representação feminina no Congresso é irrisória

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, uma má notícia para o Brasil. O país tem um dos piores índices de representação feminina no primeiro escalão público, com um índice inferior ao dos países árabes. A presença das mulheres no poder brasileiro está na faixa de 10%, bem abaixo da média latino-americana ou mesmo mundial, em torno de 18%. As estatísticas são da União Interparlamentar, uma organização internacional que contém bases de dados sobre as mulheres na política mundial.

Entre as 156 nações avaliadas, o Brasil ocupa apenas a 108ª posição. No Congresso Nacional há 46 deputadas entre 513 membros e, no Senado, foram eleitas apenas 10 mulheres num total de 81 senadores. Segundo a entidade, países como Gâmbia, Sierra Leoa, Níger, Síria, Sudão, China e Iraque contam com taxas mais positivas de participação feminina no poder do que o Brasil. O país que lidera esse ranking é Ruanda, com quase 50% de mulheres ocupando cadeiras nos parlamentos, seguido pela Suécia, com 47%, Finlândia com 41% e Argentina com 40%.

Antes das eleições em 2006, o Brasil ocupava a 103ª posição da lista. Naquele ano, o Brasil tinha uma taxa inferior de mulheres no Congresso, mas, apesar de ver um aumento da participação feminina nas últimas eleições, o crescimento foi inferior ao registrado em outros países, o que causou a queda de algumas posições no ranking. “É um percentual irrisório em se tratando de um país moderno como o Brasil, com maioria feminina na população”, criticou um dos diretores da União Interparlamentar.