Museu de Arte Moderna em Nova York é opção de cultura e lazer

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Obras de artistas renomados e ambiente remodelado tornam o passeio inesquecível

MoMA
Os jornalistas André e Marcelo em frente à obra de Warhol no MoMA

Muitos turistas não gostam de admitir, mas torcem o nariz quando o assunto é visitar um museu na cidade que escolheu para visitar. Se for arte moderna ou contemporânea então, a resistência é ainda maior. Se o seu destino for New York, gostando ou não de museu, você não pode deixar de visitar o Museu de Arte Moderna – o MoMA (The Museum of Modern Art). O local fica bem no coração de Manhattan (11 West 53 W Street Nova York) e reúne pinturas, esculturas, tecnologia e arte interativa.

ServiçoA visita deve começar do último para o primeiro andar, já que é seguida uma ordem cronológica. Do último andar, é possível avistar o térreo e cada andar revela uma surpresa. O idioma não é desculpa, já que o museu oferece um fone de ouvido e todas as explicações sobre pintores e suas obras podem ser ouvidas em português e em outros seis idiomas.

Entre os pintores e obras mais conhecidas estão: Cézanne, Picasso, Salvador Dalí, Van Gogh, Andy Warhol e Monet.

Depois de ver tudo e aprender um pouco mais sobre obras e artistas, vale o passeio pelos jardins do MoMA e apreciar um café no restaurante do local. A loja com livros, souvenirs, postais, ímãs e livros é uma atração à parte.

“Estive no MoMA depois de muito tempo desde a primeira vez em que o conheci. Ampliado e remodelado, deu ainda mais prazer em visitá-lo. Arte moderna e contemporânea me agrada muito. Dos impressionistas à pop arte de Andy Warhol, das curiosas instalações às exposições temporárias sempre com temas instigantes. Sem falar nos jardins, o café e as lojinhas. O MoMA é sempre um espaço em mutação que ninguém deve deixar de visitar a cada ida a New York”, disse o jornalista de Belo Horizonte, André Gobira.

Lygia Clark
Até agosto, o Brasil está presente em metade do sexto andar do MoMA com grande parte do acervo da artista Lygia Clark (1948-1988). Quadros, esculturas, arte interativa e instalações da artista compõe o espaço. 

A exposição-retrospectiva foi aberta no dia 10 de maio e fica em cartaz até 24 de agosto. O MoMA organizou também uma programação paralela, que inclui uma mostra de filmes experimentais brasileiros dos anos 1960 e 1970.

Essa é a primeira vez que um museu americano faz uma retrospectiva dedicada à artista plástica brasileira. Por meio de 300 obras reunidas de coleções públicas e privadas e organizadas de forma cronológica, a mostra Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948-1988 (“Lygia Clark: O Abandono da Arte, 1948-1988”) aborda todas as fases da carreira da brasileira.

Lygia tornou-se referência para artistas na exploração dos limites das formas convencionais de arte. A exposição divide as quatro décadas de sua produção artística em três grandes temas: abstração, neoconcretismo e abandono da arte.

Lygia nasceu em Belo Horizonte, em 1920, e construiu sua carreira no Rio e em Paris. Na primeira fase, estão as pinturas e desenhos do fim dos anos 1940 e dos anos 1950, com grande influência da arquitetura, exploração dos limites entre pintura e moldura e a descoberta do que Lygia Clark chamava de “linha orgânica”, uma incisão na superfície da obra. É desse período a série Superfícies Moduladas.

A seguir, estão os trabalhos do período do neoconcretismo, movimento artístico de vanguarda brasileiro do fim dos anos 1950.

As esculturas manipuláveis da série Bichos, dos anos 1960, com sua infinidade de formas possíveis de acordo com a interação do público, marcam o início da participação ativa do espectador na obra de Lygia Clark. Além dos originais, o museu disponibiliza réplicas que podem ser manuseadas pelos visitantes.