New Jersey: democrata pede ajuda para filhos de imigrantes

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Defensores dos direitos dos imigrantes consideram injustiça com cidadãos americanos filhos de indocumentados

Os legisladores em New Jersey estão pressionando o estado para que ofereça ajuda com as matrículas universitárias para os cidadãos, mesmo que seus pais vivam nos Estados Unidos sem autorização.

Um projeto foi apresentado nas duas câmaras do legislativo estadual depois que uma estudante nascida nos Estados Unidos entrou com uma ação no ano passado afirmando que lhe haviam negado assistência para pagar a matrícula pelo fato de sua mãe ser uma imigrante sem permissão para viver nos Estados Unidos.

A deputada democrata Marlene Caride anunciou ter apresentado no mês passado o projeto para consertar a situação. “A universidade é muito cara”, explicou. “Deveríamos buscar meios de torná- la mais acessível para nossos estudantes, e não mais custosa”.

Ela qualificou de “difícil e injusta” a situação dos estudantes nascidos nos Estados Unidos de pais que estão no país sem autorização.
Segundo o projeto, os estudantes estariam em condições de obter subsídios, empréstimos e bolsas da Autoridade de Assistência Estudantil para a Educação Superior, de New Jersey, se fossem cidadãos que tenham vivido nos Estados Unidos pelo menos um ano e seus pais demonstrassem que estão pagando impostos federais e estaduais sobre suas receitas.

Um projeto idêntico foi apresentado no Senado em março e retirado do comitê de educação superior do Senado em maio.
No ano passado, uma estudante de 17 anos, identificada nos registros judiciais somente pelas iniciais A.Z., recebeu ajuda da União Americana pelos Direitos Civis (ACLU) e uma clínica legal da Universidade Rutgers para acionar o estado, afirmando que sua solicitação havia sido rejeitada porque “seus pais não são residentes legais de New Jersey”.

Em junho de 2010, funcionários da Autoridade disseram que os estudantes – ou seus pais, por não serem adultos deveriam demonstrar que estavam “domiciliados” em New Jersey durante pelo menos um ano antes de poder receber assistência.

A ACLU disse que para A.Z. E para outros estudantes lhes foi negada ajuda devido ao fato de que, para serem consideradas “domiciliadas”, as pessoas deveriam ser residentes legais nos Estados Unidos.