Nova crise aerea à vista?

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Para evitar problemas, governo convoca companhias para antecipar providências

Excesso de passageiros, a venda de passagens além da capacidade das companhias e a falta de infraestrutura dos aeroportos brasileiros. A combinação destes três fatores pode provocar um novo caos aereo no País, com data e hora para começar: durante as festas de fim de ano. Para evitar os problemas que se anunciam, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) convocou uma reunião com os representantes das principais companhias aereas que operam no Brasil, além de representantes da Infraero, Polícia Federal, Receita Federal e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

A maior preocupação está na prática ” usual ” de venda de passagens para voos extras ainda não autorizados. Segundo dados da Anac, apenas uma grande companhia teria vendido cerca de 10 mil passagens acima da capacidade dos voos programados para o período. “Vamos estabelecer uma programação para ter tranquilidade em relação a horários e atrasos, além de agir de forma firma contra overbooking. Temos que estabelecer regras neste sentido”, disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
Historicamente, no fim de ano, as empresas vendem entre 10% e 15% de bilhetes acima da quantidade de assentos dos aviões. Também não é raro o pedido de voos extras e a venda de passagens para esses voos antes da autorização formal, o que é garantia de confusão. O cálculo é que pelo menos 1,5 milhão de pessoas vão viajar de avião pela primeira vez em janeiro e fevereiro, o que pode dificultar os procedimentos.

Para atender o aumento de demanda no período de alta temporada, as companhias aéreas estão colocando voos extras, o que pode trazer uma sobrecarga ao já tumultuado sistema de aeroportos do País. “Vemos que está aumentando o número de voos. Isso pode acarretar em congestionamento”, afirmou o presidente do sindicato dos controladores de voo, Jorge Botelho, que prevê atrasos em cascata.