Novos tempos na diplomacia dos EUA

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Hillary Clinton, futura secretária de Estado, promete mudanças na política externa

Um dos aspectos mais criticados do governo americano na Era Bush foi a política externa do país. Por isso, a futura secretária de Estado, Hillary Clinton, defendeu o que chamou de “poder inteligente” em vez da força e do unilateralismo belicoso, anunciando a volta da diplomacia e da cooperação com aliados. Segundo ela, a administração do próximo presidente Barack Obama vai combater as ameaças e desfrutar das oportunidades em um mundo interdependente, lançando mão de todos os recursos disponíveis nas áreas diplomática, econômica, militar, política, legal e cultural. “Devemos usar a ferramenta certa, ou a combinação de ferramentas, para cada ocasião”.
Hillary participou de um encontro na Comissão de Relações Exteriores do Senado e rassaltou que “os EUA não podem resolver todos os problemas mais urgentes do mundo, e o mundo não pode resolvê-los sem a América”. Daí a necessidade, segundo ela, de planejar e implementar soluções globais. “O presidente eleito e eu acreditamos que a política externa deve ser baseada num casamento de princípios e pragmatismo, e não em rígida ideologia; em fato e evidência, e não em emoção e preconceito”, afirmou.

Para Hillary, as ameaças à segurança nos EUA não podem ser combatidas com isolacionismo: “O poder inteligente requer que busquemos tanto nossos amigos quanto nossos adversários, para fortalecer velhas alianças e forjar novas”. Ela disse ainda que, apesar dos grandes problemas do mundo, não se deve pensar apenas nas ameaças e perigos que se apresentam, mas sim tentar enxergar as oportunidades que surgem nos momentos difíceis.