O Réveillon dos historiadores será inesquecível nos EUA

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À meia-noite do dia 31 de dezembro, os historiadores terão um grande motivo para celebrar: centenas de milhões de documentos secretos do governo americano serão tornados públicos. O tesouro inclui investigações do FBI, durante a Guerra Fria, sobre suspeitos de simpatizar com o comunismo, informou o jornal The New York Times.

Segundo uma determinação do governo Clinton (1993-2001), documentos oficiais com mais de 25 anos devem perder a condição de secretos. Após alguns adiamentos, motivados por reclamações das agências americanas envolvidas na questão, a medida finalmente será colocada em prática.

Até agora, para que um documento desse tipo se tornasse público, era necessário que o pesquisador requisitasse o fim da confidencialidade. Daqui em diante, a massa de documentos com 25 anos de idade passa a ficar automaticamente disponível, a cada ano. A exceção se dá quando alguma agência do governo solicita mais prazo para abrir determinados registros.

Especialistas esperavam que o governo Bush ignorasse a medida de Clinton. Afinal, o atual presidente americano mandou reclassificar como secretos vários documentos, e ele nunca foi simpático a pedidos de divulgação de registros sobre seu governo, porque isso sempre lhe causou embaraços. Mas Bush surpreendeu e decidiu acatar a determinação.

Apesar da possibilidade de muitas agências pedirem que alguns documentos permaneçam secretos por mais algum tempo, os historiadores americanos estão festejando esse momento único. Thomas Blanton, diretor do National Security Archive, na Universidade George Washington, disse ao Times que o fim automático da confidencialidade de registros oficiais “dá aos defensores do direito à informação uma grande alavanca”.